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25 agrotóxicos são encontrados nas águas do Rio Tietê e estudo acende alerta para riscos à saúde e ao meio ambiente
Foto: SOS Mata Atlântica

Entre eles, está a atrazina, herbicida que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou, em 2024, como potencialmente cancerígeno

Uma pesquisa realizada pela Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com universidades e o Instituto Itaúsa, identificou a presença de 25 tipos de agrotóxicos em amostras de água coletadas ao longo do Rio Tietê. O levantamento foi feito em 14 pontos diferentes, desde a nascente, em Salesópolis, até a foz, no Rio Paraná, revelando que a contaminação está presente em toda a extensão analisada.

 

Entre as substâncias encontradas está a atrazina, herbicida classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2024, como potencialmente cancerígeno. Em alguns trechos do rio, a concentração do produto ultrapassou os limites permitidos pela legislação ambiental brasileira.

 

O estudo também identificou que os herbicidas tebutiurom e clomazona apareceram em 100% das amostras coletadas. Outras substâncias utilizadas na agricultura, como fungicidas e inseticidas, também foram encontradas em grande parte dos pontos analisados, principalmente em regiões com forte atividade agrícola, como áreas de cultivo de cana-de-açúcar, soja e citros.

 

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Segundo os pesquisadores, após serem aplicados nas lavouras, parte dos agrotóxicos é carregada pela chuva ou infiltra-se no solo, chegando aos rios e outras fontes de água. A presença simultânea de diferentes produtos químicos pode potencializar os impactos sobre peixes, outros organismos aquáticos e todo o equilíbrio ambiental.

 

O relatório alerta ainda que, embora ocorram processos naturais de diluição ao longo do rio, a água do Tietê é utilizada para abastecimento público em diversas cidades. Especialistas destacam que os sistemas convencionais de tratamento nem sempre conseguem remover completamente esse tipo de contaminante.

 

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Além dos agrotóxicos, a expedição encontrou microplásticos em todos os pontos analisados e detectou 16 outras substâncias, entre medicamentos e drogas ilícitas, reforçando a preocupação com a qualidade das águas de um dos principais rios do país. 

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