Os Estados Unidos e Israel têm mostrado com fotos e vídeos seus ataques militares contra o Irã, mas permanecem discretos sobre operações no ciberespaço. Hackers iranianos reivindicaram recentemente um ataque cibernético contra a empresa americana Stryker, mostrando que o ciberespaço desempenha papel estratégico na guerra.
Antes dos ataques físicos, ciberespionagem e invasões de redes iranianas preparam o terreno. Redes militares, câmeras de segurança e de trânsito foram alvos para mapear movimentos de comandantes e criar inteligência operacional. Especialistas afirmam que o ciberespaço age como multiplicador de forças, apoiando operações no terreno.
Hackers americanos e israelenses podem ter interrompido comunicações, bloqueado torres de telefonia e interferido em sistemas para impedir alertas. Ataques como esses já foram observados em outros conflitos, incluindo a guerra na Ucrânia. Israel também teria hackeado o aplicativo BadeSaba, usado por 5 milhões de iranianos para horários de oração, enviando mensagens durante ataques.
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As operações cibernéticas seguem protocolos complexos, usando inteligência de código aberto, imagens de satélite e provavelmente Inteligência Artificial para localizar alvos. Autoridades enfatizam que divulgar detalhes dessas capacidades seria arriscado, pois adversários poderiam neutralizar técnicas e pontos de acesso.
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Especialistas defendem maior debate público sobre a guerra cibernética, reconhecendo seu papel estratégico e discutindo proporcionalidade, regras de engajamento e uso da força. O ciberespaço, embora invisível, tornou-se uma peça central em conflitos modernos, moldando não apenas ataques, mas também decisões estratégicas e inteligência militar.