Uso de radar a laser para encontrar sítios antigos sob a floresta tem impulsionado pesquisas. Descobertas têm mudado percepção sobre passado
Durante muito tempo, acreditou-se que a Amazônia não oferecia condições para o surgimento de sociedades complexas. O calor intenso, a umidade e a densa vegetação eram vistos como obstáculos intransponíveis, segundo naturalistas europeus do século 19. Eles estavam errados, mas com a tecnologia da época, era realmente difícil comprovar o contrário.
Enquanto civilizações como incas, maias e astecas deixaram construções em pedra que resistem ao tempo, os povos originários da Amazônia utilizavam madeira, palha e alterações no solo, materiais que se decompõem rapidamente, tornando vestígios quase invisíveis aos exploradores antigos. Por isso, era mais fácil encontrar templos maias ou estradas incas do que restos de vilas pré-colombianas na floresta.
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Essa realidade começou a mudar com o avanço tecnológico, principalmente com o uso do LiDAR, um radar de pulsos de laser capaz de escanear o solo abaixo da copa das árvores. Com ele, arqueólogos conseguem detectar estruturas humanas escondidas, como valas, estradas e restos de casas.
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No Brasil, o uso do LiDAR é recente, iniciado em 2024 pelo projeto Amazônia Revelada, que busca mapear áreas da floresta em busca de sítios arqueológicos. Antes disso, estudos semelhantes já haviam revelado antigas cidades no Equador, em 2015, e vestígios arqueológicos na Amazônia boliviana em 2019, mostrando que a floresta guarda segredos de sociedades complexas que viveram ali há milhares de anos.