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Abin paralela: Carlos Bolsonaro diz que indiciamento pela Policia Federal de Lula é motivado pelas eleições de 2026
Foto: Reprodução

Todos eles são delegados de carreira da Polícia Federal que foram nomeados ao cargo no governo Lula

Na lista estão nomes que integram a atual gestão da agência, como os delegados Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Abin, o chefe de gabinete Luiz Carlos Nóbrega e o corregedor-geral José Fernando Chuy. Todos eles são delegados de carreira da Polícia Federal que foram nomeados ao cargo no governo Lula.

 

 

Tanto Ramagem como o ex-presidente não comentaram o indiciamento. Em ocasiões anteriores, eles negaram a existência de estrutura paralelas na agência e a participação em espionagens ilegais. A Abin, por sua vez, tem afirmado estar “à disposição das autoridades” e ressaltou que os fatos investigados ocorreram em “gestões passadas”.

 

Segundo a PF, a estrutura paralela produziu dossiês de forma ilegal e atuou para disseminar notícias falsas sobre integrantes da cúpula do Judiciário e do Legislativo, além de um ex-presidenciável, servidores públicos e jornalistas. Também monitorou os passos de milhares de cidadãos de forma clandestina, além de autoridades da cúpula dos três poderes.

 

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Toda essa estrutura, segundo os investigadores, funcionou sob a gestão de Ramagem por ordem de Bolsonaro. Por meio da ferramenta de espionagem, os dados eram coletados de celulares e antenas para conseguir identificar o último local conhecido da pessoa que portava o aparelho.

 

O inquérito aponta ações contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, e os ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Dias Toffoli; o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o ex-chefe da Casa Rodrigo Maia; e o ex-governador de São Paulo João Doria, que foi pré-candidato à Presidência, entre outros alvos.

 

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Foto: Reprodução

 

Além de Ramagem, outros alvos do caso Abin são o policial federal Marcelo Bormevet e o subtenente do Exército Giancarlo Gomes Rodrigues, que também integravam os quadros da cúpula da agência. Eles negam ter usado as ferramentas da agência para fazer espionagem.

 

Bolsonaro e Ramagem já são réus em outro caso, que trata da tentativa de golpe, em análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na denúncia apresentada contra Bolsonaro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou o uso de uma "estrutura paralela" montada na Abin na gestão Bolsonaro para atacar o sistema eleitoral e provocar animosidade social.

 

A PF viu relação entre as duas investigações, compartilhou provas, e dedicou um capítulo no relatório sobre as conexões entre a "Abin paralela" e o plano de golpe de Estado. Segundo os investigadores, uma parte da agência — ou o "núcleo de inteligência paralela" — comandada por Ramagem foi "aparelhada" para viabilizar a manutenção de Bolsonaro na cadeira de presidente.

 

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A PF aponta que Ramagem orientou o presidente a atacar a credibilidade das urnas e adotar uma estratégia mais hostil no enfrentamento contra “o sistema”. Documentos com esse teor foram encontrados em arquivos de um e-mail de Ramagem captado pelos investigadores. 

 

Fonte: O Globo

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