Presidente do Senado afirmou que o sistema eletrônico foi aceito por aliados do candidato no primeiro turno, mas passou a ser contestado após o resultado da disputa presidencial no segundo turno.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), criticou nesta quarta-feira (4) os questionamentos feitos por aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Durante discurso no plenário, o parlamentar ironizou o fato de o sistema eleitoral ter sido aceito no primeiro turno das eleições de 2026, mas contestado após o resultado do segundo turno, que confirmou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Sem citar diretamente o Partido Liberal (PL), Alcolumbre lembrou que a mesma urna eletrônica utilizada na eleição presidencial também foi responsável pela escolha de 120 deputados federais da legenda e de mais de 20 senadores. Para o presidente do Senado, não houve questionamentos semelhantes quando os resultados favoreceram o grupo político ligado ao candidato derrotado.
“No primeiro turno, a urna eletrônica prestou”, afirmou Alcolumbre durante a manifestação. Em seguida, questionou por que o equipamento passou a ser colocado em dúvida somente depois da segunda etapa da votação.
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O senador também recordou que Flávio Bolsonaro havia terminado o primeiro turno com mais de 2 milhões de votos de vantagem sobre Lula. Segundo Alcolumbre, naquele momento, os resultados foram comemorados pelos adversários do atual presidente, sem que a confiabilidade das urnas fosse questionada da mesma maneira.
Além da discussão sobre o sistema eleitoral, Alcolumbre criticou parlamentares que, segundo ele, utilizaram ataques pessoais e ofensas durante a campanha para conquistar votos. O presidente do Senado afirmou que alguns candidatos priorizaram críticas a autoridades e instituições, em vez de apresentar propostas para áreas como saúde, educação e desenvolvimento econômico.
Durante o discurso, o senador também mencionou as críticas recebidas por não colocar em votação pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que sua atuação à frente do Senado foi utilizada como alvo de ataques políticos durante o período eleitoral.
A manifestação ocorreu após uma cobrança do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), sobre a condução de pautas legislativas. O parlamentar questionou Alcolumbre a respeito de um acordo para votar uma proposta relacionada à redução da maioridade penal, o que contribuiu para o clima de tensão durante a sessão.
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As declarações foram feitas em meio à repercussão dos questionamentos apresentados por integrantes da oposição após o resultado presidencial. Ao defender a confiabilidade das urnas, Alcolumbre destacou que o mesmo sistema foi utilizado em todas as etapas do processo eleitoral de 2026.