Senador Rogério Marinho (PL)
O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal para o mandato que começa em 2027. O anúncio foi feito durante uma reunião em Brasília, que contou com a participação de aproximadamente 30 senadores.
Durante o encontro, Marinho defendeu mudanças nas regras da eleição para o comando da Casa, atualmente realizada por meio de votação secreta. Segundo o parlamentar, os eleitores deveriam ter conhecimento da posição adotada por cada senador na escolha do presidente da instituição.
O senador também procurou afastar a ideia de que sua candidatura tenha como objetivo promover uma ofensiva contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que não pretende fazer campanha pelo impeachment de integrantes da Corte, mas ressaltou que eventuais crimes de responsabilidade devem ser analisados conforme a legislação.
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A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Marinho deverá enfrentar o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca permanecer no cargo.
Esta não é a primeira vez que Rogério Marinho disputa o comando do Senado. Em 2023, ele concorreu contra Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com apoio do então presidente Jair Bolsonaro, mas acabou derrotado.
Ao comentar a disputa anterior, Marinho afirmou que, apesar de não ter vencido, sua candidatura contribuiu para fortalecer a união dos parlamentares da oposição.
O senador também defendeu que o Congresso Nacional avance na discussão do projeto de anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, a eleição para a presidência do Senado representa uma oportunidade para destravar propostas defendidas pela oposição.
Durante a reunião, Marinho ainda prestou homenagem ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deixou o Brasil após a derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar destacou uma proposta apresentada por Flávio para acabar com a reeleição e afirmou que não pretende permanecer em silêncio diante do que considera abusos políticos.
Outro nome que disputa espaço na corrida pela presidência do Senado é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura durante o governo Bolsonaro.
Apesar de confirmar sua candidatura, Marinho afirmou que pretende negociar com a parlamentar para tentar construir um nome único da oposição. Ele reconheceu a legitimidade da candidatura de Tereza Cristina e disse que os dois grupos deverão buscar apoio antes de uma possível composição.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), também manifestou apoio a Tereza Cristina durante o encontro e criticou manifestações de integrantes da direita contra a senadora, destacando sua participação nas articulações políticas do grupo.
Enquanto isso, Davi Alcolumbre conta com o apoio das direções do MDB, PSD, PT e da federação União-PP. Mesmo com o respaldo dessas siglas, o atual presidente enfrenta resistências individuais entre parlamentares das próprias bancadas.
Rogério Marinho, por sua vez, conta com o apoio de Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro (PL-SC). O Partido Liberal pretende utilizar o tamanho de sua bancada na próxima legislatura para fortalecer a candidatura e reivindicar o comando do Senado.
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Como a votação será secreta, os senadores poderão votar de maneira diferente da orientação estabelecida pelas direções partidárias, o que pode influenciar diretamente o resultado da disputa.