Tratamento e prevenção para a doença apresentam poucas opções, o que reforça a necessidade de identificar fatores de risco causais modificáveis
Uma pesquisa publicada no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism acendeu o sinal de alerta ao apontar que pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) elevado têm mais chances de desenvolver demência vascular — um tipo de comprometimento cognitivo associado a danos nos pequenos vasos sanguíneos do cérebro.
Segundo especialistas, problemas comuns em pessoas com excesso de peso, como hipertensão e alterações metabólicas, prejudicam a circulação cerebral e aceleram o declínio cognitivo progressivo. Esses danos afetam diretamente a oxigenação e o funcionamento do cérebro ao longo do tempo.
Outro dado preocupante vem de estudos apresentados em encontros científicos recentes, que indicam que a obesidade pode acelerar o aumento de biomarcadores no sangue ligados à doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência. Pesquisas de longo prazo com adultos mostram que proteínas associadas à neurodegeneração e ao acúmulo de placas amiloides — marcas registradas do Alzheimer — crescem mais rapidamente em pessoas obesas do que naquelas com peso considerado normal.
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Especialistas em saúde cerebral reforçam que o excesso de peso é um fator de risco modificável. Isso significa que mudanças no estilo de vida, como controle do peso, da pressão arterial e de outros fatores metabólicos, podem reduzir significativamente o risco de desenvolvimento de demência no futuro.

Foto: Reprodução
As formas mais frequentes da doença incluem Alzheimer, demência vascular e demência mista. No estudo divulgado nesta semana, pesquisadores analisaram dados de participantes da Dinamarca, em Copenhague, e do Reino Unido, e encontraram uma relação direta entre excesso de peso corporal e maior risco de demência.
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Uma questão que ainda segue sem resposta é se medicamentos voltados para a perda de peso, como as chamadas “canetas emagrecedoras”, podem ajudar a prevenir ou retardar processos de degeneração cerebral. O tema segue em investigação, mas os especialistas são unânimes em afirmar: cuidar da saúde agora pode proteger o cérebro no futuro.