Leitura de aliados é de que Flávio precisa explorar personagens que incomodam Lula para manter base mobilizada e não ficar a reboque dele
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, têm aconselhado o parlamentar a voltar a mencionar com mais frequência o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em seus discursos públicos. A avaliação dentro de parte do grupo político é de que esses temas podem mobilizar a base bolsonarista no segundo turno da eleição presidencial de 2026.
A estratégia busca manter o foco em assuntos que provocam desgaste político para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio na disputa. Segundo interlocutores do senador, a intenção também é evitar que a campanha do PL fique reagindo às iniciativas e aos discursos do atual presidente, em vez de estabelecer sua própria agenda.
Integrantes do bolsonarismo demonstraram preocupação com o clima de confiança que se instalou em setores da campanha após o resultado do primeiro turno. Para essa ala, a vantagem obtida por Flávio nas urnas teria provocado uma sensação antecipada de vitória e reduzido o ritmo de mobilização de parte dos apoiadores.
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Alexandre de Moraes é um dos principais alvos das críticas do bolsonarismo por sua atuação no STF e em processos envolvendo integrantes do grupo político. Já Lulinha, filho do presidente, também aparece no debate político em meio a questionamentos e controvérsias que têm sido explorados por adversários do governo. Eventuais acusações devem ser tratadas conforme os fatos apurados e as decisões das autoridades competentes.
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Paralelamente à orientação para intensificar os discursos, aliados de Flávio procuraram Moraes nos últimos dias, numa tentativa de evitar possíveis intervenções do ministro ou do Supremo durante o segundo turno. A articulação teria contado com a participação do deputado federal e senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), que mantém interlocutores em comum com o magistrado. A movimentação evidencia que, mesmo em meio às críticas públicas, integrantes da campanha também buscam canais de diálogo com o Judiciário.