Pesquisa com 165 mulheres associa alimentação saudável à melhora da pele e da qualidade de vida; frutas, verduras, peixes e oleaginosas estão entre os alimentos recomendados
Uma alimentação rica em antioxidantes pode contribuir para melhorar a aparência da pele e amenizar os efeitos da acne em mulheres jovens. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Polônia e publicado na revista científica Nutrients, que investigou a relação entre os hábitos alimentares e a evolução da doença dermatológica.
A pesquisa avaliou 165 mulheres entre 18 e 35 anos que apresentavam acne e marcas provocadas pelas lesões. As participantes registraram os alimentos consumidos durante três dias, permitindo que os pesquisadores analisassem a quantidade de antioxidantes presente na dieta.
Os resultados apontaram que as mulheres que consumiam mais alimentos ricos nessas substâncias apresentaram melhores resultados em relação à acne do que aquelas com menor ingestão. Os antioxidantes ajudam a combater os radicais livres e podem contribuir para reduzir o estresse oxidativo e a inflamação, fatores associados ao desenvolvimento da doença.
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Entre os alimentos que podem fazer parte de uma dieta equilibrada estão frutas vermelhas, roxas, amarelas e cítricas, vegetais verde-escuros, peixes, nozes, sementes e azeite de oliva. Alimentos integrais e fontes de zinco também podem contribuir para uma alimentação nutricionalmente adequada.
Por outro lado, especialistas alertam que o consumo frequente de ultraprocessados, doces e alimentos com alto índice glicêmico pode agravar a acne em pessoas predispostas. A relação com laticínios também pode variar de acordo com cada indivíduo, por isso mudanças alimentares devem considerar as necessidades de cada pessoa.
ACNE TAMBÉM PODE AFETAR A SAÚDE EMOCIONAL
O estudo também identificou uma associação entre maior ingestão de antioxidantes e melhor qualidade de vida. Entre as participantes com alimentação mais rica nessas substâncias, foi observada melhora de até 32% na qualidade de vida e redução de 33% no risco de depressão, segundo os resultados divulgados.
Além das alterações na pele, a acne pode afetar a autoestima, a convivência social e o bem-estar emocional. Embora a alimentação possa ser uma aliada, a condição também está relacionada a fatores hormonais, genéticos e inflamatórios.
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Especialistas ressaltam que uma dieta equilibrada não substitui o tratamento dermatológico. Pessoas com acne persistente, dolorosa ou que deixa cicatrizes devem procurar orientação profissional para receber avaliação e tratamento adequados.