A disfunção erétil pode ser um sinal precoce de infarto, AVC, diabetes e demência. Segundo pesquisadores, está na hora de pacientes e médicos passarem a dar mais atenção ao problema
A disfunção erétil pode ser descrita como uma espécie de “epidemia silenciosa” entre homens. Pesquisas indicam que ela afeta mais da metade dos homens acima dos 40 anos, mas ainda é um tema pouco discutido, muitas vezes tratado com constrangimento ou piadas, em vez de ser visto como um possível sinal de alerta para a saúde.
Estudos recentes sugerem que a função erétil pode refletir o estado geral do organismo. A disfunção erétil, em alguns casos, pode ser um dos primeiros indícios de doenças graves, como diabetes, infarto, AVC e até demência.
Especialistas afirmam que o problema muitas vezes está ligado à circulação sanguínea. Como os vasos do pênis são mais sensíveis, alterações no fluxo de sangue podem aparecer ali antes de outros sintomas mais graves no corpo.
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Segundo pesquisadores, isso torna a disfunção erétil um possível marcador precoce de doenças cardiovasculares e metabólicas. Em alguns estudos, homens com o problema apresentaram maior risco de desenvolver doenças do coração e até declínio cognitivo ao longo dos anos.
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Foto: Getty Images / BBC
Apesar disso, muitos homens evitam procurar ajuda médica por vergonha, o que dificulta o diagnóstico precoce de outras condições de saúde associadas.
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Médicos defendem que o tema seja mais discutido nas consultas, já que a disfunção erétil pode não ser apenas uma questão sexual, mas também um sinal importante sobre a saúde geral do paciente.