Relatório do USTR propõe sobretaxa de 12,5% para produtos brasileiros por falhas no combate à importação de bens feitos com trabalho forçado; carne bovina congelada do Brasil aparece como estudo de caso
Uma lista de produtos importados pelo Brasil está sendo usada pelo governo dos Estados Unidos para justificar a proposta de novas tarifas contra o país. Entre os itens citados estão alumínio, baterias, algodão, produtos químicos, máquinas e componentes industriais, que, segundo autoridades americanas, enfrentariam barreiras comerciais ou condições consideradas desfavoráveis ao mercado dos EUA.
A iniciativa faz parte de uma nova ofensiva comercial da administração de Donald Trump, que tem ampliado o uso de tarifas como instrumento de negociação internacional. O objetivo declarado é proteger setores estratégicos da economia americana e reduzir o déficit comercial em determinadas cadeias produtivas.
O caso ganhou destaque porque o Brasil importa uma série de produtos industriais e matérias-primas dos Estados Unidos, incluindo itens utilizados na indústria de tecnologia, energia, agricultura e manufatura. Entre os segmentos acompanhados com maior atenção estão os de alumínio, baterias e algodão, considerados relevantes para a economia americana.
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Representantes do setor produtivo brasileiro demonstram preocupação com a possibilidade de novas barreiras comerciais, avaliando que as medidas podem afetar exportações, investimentos e a competitividade de empresas nacionais.
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Enquanto as negociações diplomáticas continuam, o governo brasileiro acompanha os desdobramentos e busca alternativas para reduzir os impactos de uma eventual ampliação das tarifas americanas sobre produtos nacionais.