Medida prevê acréscimo de 12,5% nas importações do Brasil e ainda passará por consulta pública antes da decisão final.
O governo dos Estados Unidos anunciou a conclusão de mais uma investigação comercial envolvendo o Brasil e propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.
A medida foi divulgada nesta terça-feira (2) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão responsável por avaliar práticas comerciais de países parceiros e concorrentes.
O Brasil está entre os 60 países analisados na investigação, que buscou identificar possíveis falhas nos mecanismos de controle destinados a impedir a entrada de mercadorias produzidas com o uso de trabalho forçado no território americano.
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Segundo o USTR, a ausência ou insuficiência de medidas eficazes para combater esse tipo de prática pode gerar concorrência desleal e prejudicar empresas e trabalhadores dos Estados Unidos.
A proposta de taxação ainda não entrou em vigor. Antes de uma decisão definitiva, o tema será debatido em audiência pública marcada para o dia 7 de julho, quando representantes de setores econômicos, especialistas e interessados poderão apresentar contribuições e questionamentos sobre a medida.
A investigação foi aberta em março deste ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelo governo norte-americano para apurar práticas consideradas injustas ou discriminatórias no comércio internacional.
Caso a proposta seja aprovada após a fase de consulta pública, os produtos brasileiros poderão enfrentar um aumento de custos para acessar o mercado dos Estados Unidos, o que pode impactar setores exportadores e ampliar as tensões comerciais entre os dois países.
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Novas informações sobre o andamento da investigação e os possíveis efeitos da medida deverão ser divulgadas após a conclusão do processo de consulta pública.