Estado contabilizou 35,1 mil novos casos até outubro, e ações de vigilância foram reforçadas em comunidades indígenas e ribeirinhas
O Amazonas registrou uma queda de 28,66% nos novos casos de malária entre 1º de janeiro e 7 de outubro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
De acordo com o levantamento, foram registrados 35.129 casos da doença no estado neste ano. No mesmo intervalo de 2025, o número havia chegado a 49.241 notificações.
Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Malária da FVS-RCP, Mirna Barata, a redução está relacionada ao reforço das ações conjuntas entre o Governo do Amazonas, municípios, Ministério da Saúde e Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).
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As estratégias foram direcionadas principalmente para regiões que apresentam histórico de surtos, com atenção especial às terras indígenas e comunidades ribeirinhas de difícil acesso.
Durante períodos de estiagem prolongada, quando a redução do nível dos rios pode dificultar o deslocamento e deixar comunidades do interior mais isoladas, a vigilância em saúde também antecipou a distribuição de testes rápidos e medicamentos.
A medida tem como objetivo garantir que os moradores dessas localidades tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento o mais rapidamente possível, reduzindo o risco de evolução para quadros graves.
SINTOMAS EXIGEM ATENÇÃO
A malária vivax é a forma mais predominante da doença no Amazonas e no Brasil. Embora geralmente apresente evolução menos grave do que a provocada pelo Plasmodium falciparum, a infecção também pode causar complicações e levar à morte quando não recebe tratamento adequado.
Já a malária causada pelo falciparum exige diagnóstico e tratamento rápidos devido à maior velocidade de evolução para formas graves da doença.
Pessoas que estiveram em áreas de mata, rios ou regiões de caça e pesca e apresentarem sintomas como febre alta, dor de cabeça e tremores devem procurar imediatamente uma unidade de saúde.
O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento rapidamente, reduzindo o risco de agravamento e também ajudando a interromper a transmissão do parasita para novos mosquitos vetores.
TRATAMENTO
A rede pública de saúde também conta com diferentes estratégias terapêuticas para combater a doença. Entre elas está a utilização de esquemas em dose única, como a combinação de artesunato e mefloquina para infecções provocadas pelo Plasmodium falciparum.
Para casos de malária vivax, também foi introduzida a tafenoquina, que pode ser utilizada após a realização do teste de triagem enzimática G6PD e em combinação com a cloroquina.
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As medidas de prevenção, diagnóstico rápido e tratamento adequado são consideradas fundamentais para manter a redução dos casos e evitar que a doença avance para formas mais graves, principalmente em comunidades com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde.