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Meio Ambiente
Amazonas terá julho mais quente e seco, com alerta para aumento de queimadas
Foto: Marizilda Cruppe / Greenpeace

Inmet prevê temperaturas acima da média e menos chuvas no estado

O Amazonas deve enfrentar um mês de julho com temperaturas acima do normal e redução no volume de chuvas, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os modelos climáticos indicam que o estado pode registrar calor pelo menos 1°C acima da média esperada para o período.

 

A combinação entre altas temperaturas e menor quantidade de chuva aumenta a preocupação com a estiagem, principalmente em municípios do interior e na Região Metropolitana de Manaus. Com menos umidade no solo, a vegetação tende a ficar mais seca, favorecendo a propagação de queimadas.

 

O cenário também eleva o risco de aumento dos focos de calor e incêndios florestais, além de possíveis impactos na qualidade do ar, especialmente em períodos de maior concentração de fumaça. Entre as consequências estão prejuízos para atividades agrícolas, criação de animais e maior procura por atendimento médico devido a problemas respiratórios.

 

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De acordo com o Inmet, há mais de 90% de chance de o fenômeno El Niño continuar atuando até o início de 2027. A previsão aponta que o evento climático pode ganhar força entre a primavera e o verão, período que deve exigir maior monitoramento das condições de chuva, dos níveis dos rios e dos focos de queimadas.

 

Na Amazônia, o El Niño pode contribuir para períodos mais quentes e secos, alterando os padrões de precipitação. A intensidade dos efeitos, porém, também depende de outros fatores atmosféricos e oceânicos.

 

A redução das chuvas também pode antecipar ou intensificar a vazante dos rios amazonenses. A queda no nível das águas afeta principalmente comunidades ribeirinhas que dependem do transporte fluvial para acesso a escolas, unidades de saúde, mercados e serviços públicos.

 

O alerta lembra a crise enfrentada pelo Amazonas em 2024, quando os 62 municípios decretaram situação de emergência devido à seca severa e às queimadas. Naquele período, a baixa dos rios prejudicou a navegação, dificultou o abastecimento e provocou episódios de fumaça intensa em diversas regiões do estado.

 

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Diante da previsão para os próximos meses, órgãos públicos e moradores devem reforçar medidas preventivas, como o combate às queimadas ilegais, o monitoramento de focos de incêndio e cuidados para reduzir os impactos do calor e da fumaça na saúde da população. 

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