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Âmbar Energia é alvo de investigação do MPAM após apagões em escola de Manaus
Foto: Reprodução

Âmbar Energia é investigada por interrupções no fornecimento de energia em Manaus

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil contra a Âmbar Energia S.A. para apurar falhas no fornecimento de energia elétrica na Escola Municipal Padre Calleri, localizada às margens da BR-174, no sentido Manaus–Presidente Figueiredo. A investigação foi publicada no Diário Oficial do MPAM desta terça-feira, 6, e trata de interrupções constantes e prolongadas registradas nos dias 6, 7, 11, 15, 18 e 19 de maio de 2026, que afetaram o funcionamento da unidade de ensino.

 

Segundo o Ministério Público, os apagões prejudicaram as atividades da escola em tempo integral, comprometeram a conservação da merenda escolar mantida em refrigeração e colocaram em risco equipamentos eletrônicos públicos. A promotoria também aponta que a interrupção do serviço atingiu diretamente o funcionamento regular das atividades educacionais dos alunos matriculados na unidade.

 

A investigação é conduzida pela 51ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Consumidor de Manaus (51ª PRODECON). O procedimento foi aberto após uma apuração preliminar e inclui a cobrança de resposta da concessionária a um ofício enviado pelo MPAM, além da adoção de outras providências para esclarecer as condições do fornecimento de energia no local.

 

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O caso da escola na BR-174 se soma a outras apurações do MPAM envolvendo a Âmbar Energia em diferentes municípios do Amazonas. Em Ipixuna, uma recomendação publicada em 2 de outubro registrou quedas diárias de energia que afetaram aulas, provocaram perda de medicamentos e prejudicaram o funcionamento do Hospital Municipal, do Fórum e da Promotoria; nos autos, a empresa alegou que parte da falha era responsabilidade da geradora Brasil BioFuels (BBF) e informou manter apenas três colaboradores para atender a rede local.

 

Em Borba, o MPAM abriu investigação após registrar um poste caído e um cabo de alta tensão exposto no solo na comunidade Divino Espírito Santo/Xuraraema, na zona rural. Segundo a portaria, a concessionária havia sido notificada em julho, agosto e setembro de 2026, mas não havia apresentado esclarecimentos sobre a situação.

 

Em Manaus, outro procedimento apura a substituição da rede elétrica por cabos de alumínio, diante de dúvidas sobre possíveis riscos de superaquecimento e curto-circuito em razão das altas temperaturas. O MPAM requisitou informações e laudos a órgãos como Corpo de Bombeiros, Inmetro, IPEM-AM, Aneel, Procon e órgãos ambientais.

 

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Também há apurações sobre oscilações e interrupções de energia em Jutaí, onde moradores relataram eletrodomésticos queimados e impactos no comércio e em postos de saúde; em Guajará, o MPAM registrou interrupções de até sete dias consecutivos na comunidade Lagoinha. Em Lábrea, a investigação trata de chamados do Corpo de Bombeiros para desligamento emergencial da rede durante o combate a incêndios, enquanto Amaturá, Humaitá, Maués, Boa Vista do Ramos, São Paulo de Olivença, Maraã e o Conjunto Acariquara, em Manaus, também aparecem em procedimentos relacionados ao fornecimento ou à cobrança de energia elétrica. 

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