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Analistas veem efeito do juro sobre IPCA e esperam queda da Selic em março
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IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechou o ano de 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta oficial da autoridade monetária

A inflação brasileira mostra sinais positivos de desaceleração e reforça a previsão de início de corte de juros pelo BC (Banco Central) em março, segundo economistas. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechou o ano de 2025 em 4,26% - abaixo do teto da meta oficial da autoridade monetária.

 

O desempenho do IPCA foi o melhor desde 2019, sendo a segunda vez em cinco anos que ficou dentro do intervalo de tolerância do BC, que é de 4,5%. Já o índice de dezembro, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (9), variou 0,33% no mês.

 

Referente à política monetária, segundo André Valério, economista sênior do Inter, o resultado da inflação reforça a expectativa de redução da taxa de juros Selic em março. Para ele, o dado elimina a chance de corte na reunião do Copom de janeiro, considerando a cautela na condução da política monetária e comunicação mais dura.

 

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"Ainda esperamos o corte no primeiro trimestre, na reunião de março, tendo em vista a recomposição do câmbio e a perspectiva de uma inflação mais fraca no primeiro trimestre, com o acumulado em 12 meses devendo convergir rapidamente para abaixo de 4%.", explica ele.

 

Segundo ainda o economista, apesar da desinflação em 2025, com a inflação dentro do teto da meta, o dado de dezembro deixa um "gosto amargo, indicando uma piora no aspecto qualitativo".

 

Na última reunião do ano, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano. Foi a quarta vez consecutiva que a taxa básica de juros permaneceu no atual patamar.

 

A XP também reforçou a estimativa de que o Banco Central corte a taxa de juros em março de 2026. "A gente vai ter ainda uma série de indicadores até o final do mês, mas acredito que o plano de voo do Copom esteja bem traçado.", comentou Maluf.

 

Além disso, com o resultado do IPCA em linha com a leitura atual, outros indicadores, principalmente do mercado de trabalho, devem ter maior impacto sobre o Copom, explica Alexandre Maluf, economista da XP.

 

INFLAÇÃO EM 2026

 

Segundo economistas, a inflação deve manter desaceleração neste ano. Para Valério, a tendência de acomodação da inflação deve continuar refletindo os efeitos defasados da política monetária e um dólar ainda depreciado, apesar de "pouco espaço para novas apreciações do real".

 

Ainda assim, a estimativa do Inter é que o IPCA encerre 2026 com alta acumulada de 3,90%.

 

Já a expectativa da XP é que a inflação brasileira feche este ano em 4%, também dentro do teto da meta.

 

André Braz, economista FGV Ibre, também avaliou como positivo o resultado do IPCA. "No início do ano não esperávamos uma inflação dentro do intervalo de tolerância da meta".

 

Para Braz, a expectativa é que o IPCA feche abaixo da inflação de 2025, pois as desacelerações recentes de alimentação ao longo do ano devem ser interrompidas.

 

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"A alimentação no final de 2026 pode pesar mais, mas em contrapartida, dado que os juros devem permanecer em dois dígitos ainda em 2026, em torno de 12%, isso deve fazer com que preços monitorados e serviços livres subam menos, especialmente serviços livres. "

 

Fonte: CNN 

 

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