A Argentina assinou um acordo de comércio e investimento recíproco com os Estados Unidos, informou nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno. O conteúdo completo do acordo ainda não foi detalhado oficialmente.
O anúncio foi feito em Washington, por meio de uma publicação nas redes sociais. Segundo o chanceler, o entendimento marca um novo momento nas relações entre os dois países.
“Acabamos de sair da assinatura do Acordo de Comércio e Investimento Recíproco entre a Argentina e os Estados Unidos”, escreveu Quirno, agradecendo às equipes envolvidas e afirmando que “a Argentina será próspera”.
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O presidente Javier Milei compartilhou a publicação e acrescentou a sigla “MA&AGA”, em referência ao slogan “Make Argentina and America Great Again”.
O acordo aprofunda o alinhamento do governo Milei com a gestão do presidente Donald Trump. Em outubro, Washington já havia concedido à Argentina uma linha de apoio financeiro de US$ 20 bilhões, em meio à crise cambial e política enfrentada pelo país antes das eleições legislativas.
ABERTURA DE MERCADO
Em novembro, os dois países haviam anunciado um acordo-quadro que previa a abertura do mercado argentino para produtos norte-americanos, em troca da redução de tarifas sobre algumas exportações argentinas.
Entre os compromissos assumidos pela Argentina estão:
– Importação de automóveis fabricados nos EUA
– Aceitação de alimentos certificados pela Food and Drug Administration (FDA)
– Abertura do mercado para gado vivo
– Acesso preferencial a produtores americanos de medicamentos, produtos químicos, máquinas, tecnologia da informação, dispositivos médicos, veículos e diversos produtos agrícolas
O acordo também inclui cláusulas sobre propriedade intelectual, comércio digital e investimentos. Além disso, na quarta-feira, Argentina e Estados Unidos já haviam firmado um entendimento preliminar para cooperação no fornecimento de minerais críticos, considerados estratégicos para a indústria tecnológica e energética.
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Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores argentino e o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos não comentaram oficialmente os detalhes do tratado.