Empresas fornecedoras do Governo do Amazonas denunciam atrasos de sete meses nos pagamentos de contratos ligados à segurança pública estadual. Segundo os prestadores de serviços, os repasses estão pendentes desde abril de 2026, situação que pode comprometer a manutenção de viaturas policiais, o funcionamento de câmeras de vigilância e a operação do sistema Paredão.
O problema envolve contratos de serviços considerados essenciais para o trabalho das forças de segurança. As empresas afirmam que enfrentam dificuldades para manter as atividades sem receber pelos serviços prestados, principalmente diante dos custos com equipes, aquisição de peças e realização de reparos nos equipamentos.
Um dos setores que podem ser afetados é a manutenção das viaturas utilizadas pelas forças policiais. Sem os recursos necessários para consertos e revisões, veículos podem ficar parados, reduzindo a capacidade de atendimento das ocorrências e o deslocamento das equipes nas ruas.
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Outro ponto de preocupação é o sistema Paredão, utilizado no monitoramento de veículos e no apoio às operações policiais. Uma eventual redução de sua capacidade operacional pode prejudicar o acompanhamento de automóveis, investigações e ações de prevenção à criminalidade. As câmeras de vigilância também estão entre os serviços que podem sofrer impactos.
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De acordo com os fornecedores, pedidos para que o Governo do Amazonas apresente um cronograma de regularização dos pagamentos já foram encaminhados, mas ainda não teriam recebido resposta. Roberto Cidade assumiu o Executivo estadual em abril, após a saída de Wilson Lima, e foi eleito governador em votação indireta pela Assembleia Legislativa no mês seguinte. Até o momento, a administração estadual precisa esclarecer os valores pendentes e quais medidas serão adotadas para evitar prejuízos à segurança da população.