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Boulos critica Alcolumbre por travar PEC do fim da escala 6x1 no Senado
Foto: Reprodução

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos: críticas a Alcolumbre

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou nesta terça-feira (30) o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela demora na tramitação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1. Segundo o ministro, Alcolumbre está "errando feio" e "brincando com fogo" ao manter a proposta parada há mais de um mês.

 

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC, Boulos afirmou que não há justificativa para a PEC, aprovada pela Câmara em 27 de maio, ainda não ter sido encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira etapa de análise no Senado.


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— Está tendo muita catimba. Não tem justificativa para uma pauta que interessa ao povo brasileiro ficar um mês parada numa gaveta — declarou.

 

O ministro afirmou que a demora transmite a impressão de que interesses políticos estão sendo colocados acima de uma pauta de interesse popular.

 

As declarações acontecem na véspera de uma sessão de debates sobre o fim da escala 6x1, marcada para esta quarta-feira (1º) no Senado. O encontro reunirá representantes do governo, centrais sindicais, prefeitos e parlamentares para discutir a proposta e buscar um acordo para destravar sua tramitação.

 

Boulos também rebateu críticas de representantes do setor empresarial, que alegam que a redução da jornada poderia gerar demissões e pressionar a inflação. Segundo ele, esses argumentos "não colam mais" e citou o aumento real do salário mínimo como exemplo de medida que, na avaliação do governo, contrariou previsões negativas.

 

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A proposta aprovada pela Câmara reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, garante dois dias de descanso remunerado e estabelece um período de transição de 14 meses para adaptação das empresas. Se aprovada, a mudança substituirá a escala 6x1 pelo modelo 5x2 e poderá beneficiar cerca de 37 milhões de trabalhadores, segundo estimativas do governo. 

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