Dantas enviou carta de renúncia ao presidente do TCU, Vital do Rêgo. Previsão é que ele deixe o cargo em no início de setembro. Pela lei, um ministro da Corte pode permanecer na função até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos
O ministro Bruno Dantas decidiu deixar o Tribunal de Contas da União (TCU) e antecipar sua saída da Corte. A decisão abre uma vaga que será preenchida por indicação do Senado e fortalece a articulação para que o ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), seja escolhido para ocupar o posto.
Dantas ingressou no TCU em 2014 e chegou à presidência do tribunal, onde comandou a Corte entre 2023 e 2025. Aos 48 anos, ele poderia permanecer no cargo por décadas, mas optou por antecipar a saída para seguir novos projetos profissionais na iniciativa privada.
Com a abertura da vaga, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), passou a trabalhar para acelerar a indicação de Pacheco. A expectativa é que o nome do senador seja formalmente apresentado nesta terça-feira (1º), durante o esforço concentrado do Congresso antes das eleições.
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Pacheco está no fim do mandato e já havia sinalizado que não pretendia disputar uma nova eleição. O senador também chegou a ser cotado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o então advogado-geral da União, Jorge Messias, para o posto.
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Caso seja indicado pelo Senado e aprovado para o TCU, Pacheco deixará a política e passará a integrar a Corte de Contas. A mudança também terá impacto no Senado, já que seu primeiro suplente, Renzo Braz (PP-MG), deverá assumir a cadeira até o fim da legislatura.