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Câncer de pâncreas: por que tumor de menor sobrevida quase sempre é descoberto tarde
Foto: Reprodução

Não existe, em nenhum país do mundo, exame de rastreamento recomendado para a doença —e os primeiros sinais se confundem com gastrite, cansaço e má digestão. Quando o corpo emite o aviso inequívoco, o tumor já cresceu o bastante para obstruir a passagem d

O câncer de pâncreas é considerado um dos tumores mais agressivos e com menor taxa de sobrevida entre os principais tipos da doença. Um dos principais motivos é que, em muitos casos, o tumor cresce silenciosamente e só provoca sinais mais claros quando já está em estágio avançado.

 

O órgão fica localizado em uma região profunda do abdômen, atrás do estômago, o que dificulta a percepção de alterações nos primeiros estágios. Além disso, os sintomas iniciais costumam ser vagos e podem ser confundidos com problemas digestivos comuns, como desconforto abdominal, má digestão e perda de apetite.

 

Quando surgem sinais mais específicos, como icterícia, perda de peso sem explicação, dor persistente no abdômen ou nas costas, urina escura e fezes claras, a doença muitas vezes já avançou. O diagnóstico tardio reduz as possibilidades de cirurgia, que é o tratamento com potencial de cura em casos selecionados.

 

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Segundo dados citados na reportagem, a diferença de sobrevida é significativa de acordo com o estágio em que o tumor é identificado. Quando descoberto antes de se espalhar, a taxa de sobrevivência em cinco anos é muito maior do que nos casos em que já existem metástases. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima mais de 13 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.

 

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Especialistas estudam novas formas de identificar a doença mais cedo e desenvolver tratamentos mais eficazes. Avanços recentes incluem terapias direcionadas a alterações genéticas específicas do tumor, mas o diagnóstico precoce continua sendo um dos principais desafios no combate ao câncer de pâncreas. 

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