Espécie invasora preocupa pesquisadores pelo impacto sobre os peixes nativos e o equilíbrio do ecossistema marinho
A captura de 138 peixes-leão em Fernando de Noronha reforçou a preocupação de especialistas com o avanço dessa espécie invasora no arquipélago pernambucano. Considerado um predador voraz, o animal representa uma ameaça à biodiversidade marinha por se alimentar de peixes nativos e competir com espécies que fazem parte do equilíbrio natural dos recifes.
Originário da região do Indo-Pacífico, o peixe-leão se espalhou pelo Oceano Atlântico e chegou ao litoral brasileiro. Em Fernando de Noronha, os primeiros registros ocorreram em 2020, e desde então as autoridades ambientais intensificaram o monitoramento e as ações de captura para tentar conter a expansão da espécie.
Um dos principais problemas é a capacidade de reprodução do animal. Além de se multiplicar rapidamente, o peixe-leão pode consumir até 20 pequenos peixes em cerca de 30 minutos. Essa combinação favorece o crescimento da população invasora e aumenta o risco para espécies nativas, especialmente aquelas encontradas em áreas de recifes.
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As ações de controle contam com a participação de mergulhadores treinados e o acompanhamento de órgãos ambientais. Os exemplares capturados também podem ser encaminhados a instituições de pesquisa, que analisam características como alimentação, reprodução, crescimento e genética para compreender melhor a expansão da espécie no arquipélago.
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Foto: Sea Paradise/Divulgação
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Foto: Fábio Borges/Acervo pessoal
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Além da ameaça ambiental, o peixe-leão exige cuidados por possuir espinhos venenosos, capazes de provocar dor intensa e outros sintomas em seres humanos. Especialistas defendem a continuidade do monitoramento e a adoção de estratégias de manejo para reduzir os impactos sobre o ecossistema marinho de Fernando de Noronha.