Operação cumpriu mandados de busca em Manaus e apura suspeita de apoio logístico e financeiro a atividades de mineração clandestina em rios da Amazônia.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Navegação Paralela para investigar um grupo suspeito de prestar suporte logístico a atividades de garimpo ilegal em rios da Amazônia. Em Manaus, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais autorizadas pela Justiça Federal.
Por determinação judicial, foram bloqueados bens e valores superiores a R$ 35 milhões. A medida busca preservar recursos que possam estar relacionados às atividades investigadas e garantir uma eventual reparação dos danos identificados durante as apurações.
Segundo a Polícia Federal, os investigados são suspeitos de fornecer materiais, realizar transportes e oferecer apoio operacional a estruturas utilizadas na extração clandestina de recursos minerais. A investigação procura esclarecer como esses serviços teriam contribuído para o funcionamento do garimpo ilegal.
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Os agentes também apuram possíveis mecanismos utilizados para ocultar a origem de valores supostamente obtidos com as atividades ilícitas. Entre os pontos investigados estão movimentações financeiras e operações patrimoniais consideradas suspeitas.
Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal busca reunir documentos, equipamentos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a participação de cada suspeito. O material recolhido deverá subsidiar as próximas etapas da investigação.
Os fatos apurados podem configurar crimes de usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais, crimes ambientais e lavagem de dinheiro. De acordo com as informações divulgadas, as penas máximas somadas para esses delitos podem chegar a 23 anos de reclusão, conforme o enquadramento jurídico de cada conduta.
A responsabilização dos investigados dependerá da análise das provas e do avanço das apurações. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre prisões relacionadas à operação.
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A Operação Navegação Paralela busca identificar os envolvidos no suposto esquema e esclarecer a estrutura de apoio às atividades de mineração clandestina. O bloqueio patrimonial é uma das medidas adotadas para impedir que recursos possivelmente ligados aos crimes sejam movimentados durante a investigação.