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Caso Henry: julgamento vira caos, defesa faz manobra polêmica, mãe é solta e pai desabafa 'mataram meu filho de novo'
Foto: Reprodução/TV Globo

Jairinho e Monique no banco dos réus

Caso Henry Borel vai a júri após cinco anos do crime que chocou o Brasil do menino Henry Borel terminou em um verdadeiro escândalo nesta segunda-feira após uma atitude inesperada da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho. O que era para ser um momento decisivo virou confusão, revolta e mais adiamento.

 

Logo no início da sessão, a juíza Elizabeth Machado Louro chegou a organizar o júri e dar andamento ao processo normalmente. Mas tudo mudou quando os advogados de Jairinho alegaram que não tiveram acesso completo às provas e pediram o adiamento.

 

A magistrada negou o pedido, mas a reação foi ainda mais surpreendente: os advogados disseram que abandonariam o plenário. Com isso, o julgamento ficou inviável, já que a lei não permite que um réu fique sem defesa.

 

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Sem alternativa, a juíza encerrou a sessão, dispensou os jurados e remarcou o julgamento para o dia 25 de maio, classificando a atitude da defesa como desrespeitosa e um verdadeiro atentado contra a dignidade da Justiça. Ela ainda determinou que os advogados arquem com todos os custos do julgamento cancelado e pediu que a OAB avalie possíveis punições.

 

A juíza Elizabeth Machado Louro — Foto: Reprodução/TV Globo

A juíza Elizabeth Machado Louro

(Foto: Reprodução/TV Globo)

 

No meio de toda essa confusão, veio uma decisão que causou ainda mais repercussão: Monique Medeiros teve a prisão relaxada e vai responder em liberdade. Segundo a juíza, o adiamento poderia gerar excesso de prazo na prisão, tornando a detenção ilegal.

 

Jairinho continua preso a decisão revoltou o pai do menino, Leniel Borel, que fez um desabafo forte ao fim da sessão e emocionou quem estava presente ao dizer que seu filho foi “assassinado pela segunda vez”.

 

O caso, que já dura anos, segue cercado de polêmicas. A defesa de Jairinho insiste que os laudos periciais apresentam contradições e levanta suspeitas de manipulação nas conclusões sobre a causa da morte.

 

Os advogados também sustentam uma versão controversa de que o menino pode não ter morrido por agressões, chegando a sugerir que tentativas de reanimação no hospital poderiam ter causado o óbito. Apesar disso, as investigações da polícia e informações do hospital apontam que Henry Borel já chegou sem vida à unidade de saúde.

 

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Com mais esse adiamento, o caso segue sem desfecho e aumenta a sensação de revolta e impunidade em um dos crimes que mais chocaram o país nos últimos anos.

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