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Cesta básica dispara em Manaus e registra uma das maiores altas do país em 2026
Foto: Divulgação

Capital amazonense teve o terceiro maior aumento entre as capitais pesquisadas, e trabalhador já compromete quase metade do salário líquido com alimentação.

O preço da cesta básica em Manaus registrou a terceira maior alta entre as 17 capitais pesquisadas no primeiro semestre de 2026. Segundo levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o custo dos alimentos essenciais acumulou aumento de 18,13% no período.

 

Em junho, a cesta básica passou a custar R$ 732,90, valor 0,64% superior ao registrado em maio. O feijão carioca foi o item que apresentou a maior elevação de preço no mês, com alta de 18,92%, seguido pela farinha de mandioca, manteiga, carne bovina, óleo de soja e arroz.

 

Por outro lado, alguns produtos ficaram mais baratos no período, como banana, café em pó, açúcar, tomate, leite integral e pão francês.

 

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Na comparação com junho do ano passado, a cesta básica em Manaus acumula alta de 8,54%, índice acima da inflação registrada no mesmo período. Entre os alimentos que mais encareceram em 12 meses estão o feijão carioca, tomate, carne bovina, leite integral e pão francês.

 

No acumulado de 2026, o tomate lidera a lista de maiores aumentos, com valorização superior a 87%. Também registraram altas expressivas o feijão, a farinha de mandioca, o leite integral, a carne bovina, o pão francês e a manteiga.

 

O levantamento mostra ainda o impacto no orçamento das famílias. Em junho, um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou dedicar cerca de 99 horas e 28 minutos de trabalho para comprar a cesta básica. Considerando o salário líquido, após o desconto da Previdência Social, quase metade da renda mensal 48,88% foi destinada apenas à aquisição dos alimentos essenciais.

 

Entre as capitais pesquisadas, São Paulo apresentou a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá, Rio de Janeiro e Florianópolis.

 

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Com base no custo dos produtos essenciais e nas despesas previstas pela Constituição, o Dieese calcula que o salário mínimo necessário para atender às necessidades básicas de uma família brasileira deveria ser de R$ 8.110,92, valor aproximadamente cinco vezes superior ao piso nacional vigente. 

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