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Cientista reconstrói rosto de indígena que viveu no Equador há 3 mil anos
Foto: Divulgação/Chris Rynn

Apesar de dúvidas iniciais sobre a origem do crânio, estudos posteriores confirmaram que o osso era de um humano moderno indígena

Um antropólogo forense conseguiu reconstruir digitalmente o rosto de um homem indígena que viveu no atual território do Equador entre 3 mil e 4 mil anos atrás. A imagem foi produzida a partir do crânio conhecido como Punin-2, encontrado na década de 1970 nas proximidades da cidade de Punín, na província de Chimborazo.

 

O responsável pelo trabalho foi o antropólogo craniofacial britânico Christopher Rynn. Para recriar a aparência do homem, o pesquisador utilizou principalmente o formato e as características anatômicas do crânio, além de referências sobre a população indígena da região. O resultado mostra um homem de aproximadamente 50 anos, com cabelos escuros divididos ao meio.

 

A história do Punin-2, porém, começou envolta em dúvidas. Quando o crânio foi encontrado, sua aparência e o local da descoberta levantaram questionamentos sobre a possibilidade de pertencer a uma espécie humana diferente do Homo sapiens, como o Homo erectus ou os neandertais. A região também possui fósseis de animais extintos da Era do Gelo, o que contribuiu para a confusão sobre a idade dos restos humanos.

 

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Estudos posteriores indicaram que o crânio pertenceu, na verdade, a um homem moderno de ascendência indígena americana. A movimentação e a erosão do solo teriam misturado restos humanos mais recentes com materiais muito mais antigos encontrados no mesmo ambiente. A reconstrução também contou com conhecimentos locais para definir características que não poderiam ser determinadas apenas pelos ossos, como o estilo do cabelo.

 

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Agora, os pesquisadores pretendem avançar nas investigações sobre os antigos habitantes da região. Entre os próximos planos estão a reconstrução do crânio Punin-1, encontrado no mesmo local em 1923, e a realização de análises de DNA dos fósseis. Rynn também pretende produzir um busto físico do homem reconstruído, com previsão de conclusão até 2027. 

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