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Colesterol de origem genética pode escapar das estatinas e triplicar risco de infarto, alertam especialistas
Foto: Robina Weermeijer/Unsplash

Chamada lipoproteína(a), essa fração ainda não tem remédio aprovado; a diretriz americana de 2026 recomenda dosá-la ao menos uma vez na vida, e os primeiros grandes estudos de tratamento devem ser apresentados no fim de agosto

Nem todo colesterol elevado é controlado pelas estatinas. Especialistas chamam a atenção para a lipoproteína(a), conhecida como Lp(a), uma partícula de origem genética que pode aumentar significativamente o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares, mesmo em pessoas que mantêm o colesterol LDL sob controle com medicamentos.

 

Diferentemente do colesterol LDL, que costuma responder ao tratamento com estatinas e às mudanças no estilo de vida, a Lp(a) é determinada principalmente pela herança genética e permanece praticamente inalterada ao longo da vida. Estudos indicam que níveis elevados dessa lipoproteína podem triplicar o risco de infarto em comparação com pessoas que apresentam concentrações normais.

 

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Como a alteração geralmente não provoca sintomas, muitos pacientes só descobrem que possuem Lp(a) elevada após sofrerem um evento cardiovascular ou quando há histórico de infartos precoces na família. Por isso, médicos recomendam que pessoas com antecedentes familiares de doenças cardíacas conversem com o cardiologista sobre a necessidade de realizar o exame específico para medir essa lipoproteína.

 

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Embora ainda não existam terapias amplamente disponíveis capazes de reduzir de forma significativa a Lp(a), controlar os demais fatores de risco, como colesterol LDL, pressão arterial, diabetes, tabagismo e obesidade, continua sendo a principal estratégia para diminuir a probabilidade de complicações cardiovasculares. Novos medicamentos direcionados especificamente à lipoproteína(a) estão em desenvolvimento e vêm apresentando resultados promissores em pesquisas clínicas. 

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