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Coleta de óvulos é considerada segura, mas especialistas alertam para riscos raros do procedimento
Foto: Reprodução

Entenda como é feita a punção ovariana e por que a morte de uma juíza de 34 anos em São Paulo acendeu um alerta sobre o tema

A coleta de óvulos, etapa fundamental de tratamentos de fertilização in vitro e congelamento de óvulos, voltou ao centro das discussões após a morte de uma juíza de 34 anos em São Paulo, ocorrida depois de complicações decorrentes do procedimento. O caso gerou dúvidas sobre os riscos envolvidos na técnica, considerada segura pela medicina, mas que, como qualquer intervenção médica, não está totalmente livre de complicações.

 

Conhecida tecnicamente como punção folicular, a coleta de óvulos é realizada após um processo de estimulação hormonal dos ovários. Durante cerca de 10 a 14 dias, a paciente utiliza medicamentos hormonais para estimular o amadurecimento simultâneo de vários óvulos. Quando os folículos atingem o tamanho ideal, os óvulos são retirados através de uma agulha guiada por ultrassom transvaginal. O procedimento costuma durar entre 15 e 30 minutos e é feito sob sedação leve.

 

Especialistas explicam que a maior parte das pacientes apresenta apenas sintomas leves após a coleta, como cólicas, sensação de inchaço abdominal, sonolência e pequenos desconfortos pélvicos. Em geral, a recuperação é rápida e muitas mulheres conseguem retomar atividades normais no mesmo dia ou no dia seguinte.

 

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Apesar disso, médicos alertam que existem riscos raros associados ao procedimento. Entre as possíveis complicações estão sangramentos internos, infecções, reações à anestesia e lesões em vasos sanguíneos ou estruturas próximas aos ovários durante a punção. Os casos mais graves podem exigir cirurgia de emergência.

 

Segundo especialistas em reprodução humana, uma das complicações mais conhecidas é a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO), condição em que os ovários reagem de forma exagerada aos hormônios usados na estimulação. O problema pode causar aumento importante dos ovários, acúmulo de líquidos no abdômen, falta de ar, alterações circulatórias e, em situações extremas, risco de morte.

 

Embora episódios graves sejam raríssimos, médicos ressaltam que a possibilidade existe. Dados apresentados por especialistas apontam que complicações severas, incluindo mortes, ocorrem em proporção extremamente baixa — estimada em cerca de um caso grave para cada 100 mil procedimentos realizados.

 

O caso recente em São Paulo reacendeu debates sobre segurança em clínicas de reprodução assistida e acompanhamento pós-procedimento. A paciente sofreu uma hemorragia após a coleta dos óvulos e morreu depois de ser transferida para um hospital. A polícia abriu investigação para apurar se houve falhas médicas ou complicações inevitáveis do procedimento.

 

Mesmo diante dos riscos, especialistas reforçam que a coleta de óvulos é considerada um procedimento consolidado e seguro quando realizada em clínicas especializadas e com acompanhamento adequado. Antes do início do tratamento, as pacientes passam por exames laboratoriais, avaliação hormonal e análise clínica detalhada justamente para reduzir riscos e identificar possíveis contraindicações.

 

Nos últimos anos, o congelamento de óvulos se popularizou entre mulheres que desejam adiar a maternidade. Celebridades e influenciadoras passaram a compartilhar suas experiências nas redes sociais, ajudando a ampliar o debate sobre fertilidade e planejamento reprodutivo.

 

Especialistas ressaltam ainda que o sucesso do congelamento depende de vários fatores, principalmente idade e reserva ovariana. Mulheres mais jovens costumam apresentar melhores resultados, já que a qualidade e quantidade dos óvulos diminuem progressivamente com o avanço da idade.

 

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A recomendação médica éque mulheres interessadas no procedimento procurem clínicas de reprodução assistida devidamente regulamentadas e conversem detalhadamente com especialistas sobre benefícios, limitações e riscos envolvidos antes de iniciar o tratamento. 

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