Empresa já havia tomado financiamento de R$ 12 bilhões no ano passado
Os Correios formalizaram um pedido para obter um novo empréstimo de R$ 7 bilhões junto a bancos privados e aguardam o aval do Tesouro Nacional para concluir a operação. O recurso faz parte do plano de reestruturação financeira da estatal, que enfrenta uma grave crise de caixa e acumulou prejuízos bilionários em 2026.
A operação deverá envolver Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan, com prazo de 15 anos e três anos de carência. A taxa prevista é de 114,26% do CDI, equivalente a aproximadamente 16% ao ano. Para reduzir o risco da operação, os bancos pediram garantia da União, que ainda analisa a capacidade de pagamento da empresa.
O novo financiamento ocorre após os Correios já terem contratado R$ 12 bilhões em empréstimos em 2025. A empresa também prevê um aporte de R$ 6 bilhões da União em 2027 dentro do plano de recuperação. A estatal registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões apenas no segundo trimestre deste ano, enquanto o resultado negativo acumulado no primeiro semestre chegou a R$ 5,6 bilhões.
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A situação financeira dos Correios também ocorre em meio a uma greve nacional dos trabalhadores, iniciada na noite de quinta-feira (10), após sindicatos rejeitarem a proposta apresentada pela empresa nas negociações trabalhistas. A paralisação acrescenta pressão à estatal em um momento de busca por recursos para manter as operações e executar o plano de reestruturação.
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O empréstimo ainda depende da avaliação e autorização do Tesouro Nacional. A operação também está sob atenção devido ao histórico recente de financiamentos da estatal: após o empréstimo de R$ 12 bilhões contratado em 2025, o Tribunal de Contas da União abriu uma investigação para analisar a concessão da garantia e a avaliação de risco feita pelo governo.