Aliados do candidato do PL veem ganhos eleitorais com a crise, mas temem avanço do caso Dark Horse; campanha à reeleição de Lula avalia que decisões do STF aumentam o desafio de conciliar a atuação como presidente com a estratégia eleitoral
A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ocupar o centro da disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A poucos meses do primeiro turno, os dois principais candidatos tentam lidar com os efeitos políticos das decisões e dos conflitos envolvendo ministros da Corte.
No campo de Flávio Bolsonaro, a estratégia é ampliar os ataques a Alexandre de Moraes e associar o ministro ao governo Lula. Aliados do candidato avaliam que o prolongamento da crise pode favorecer a campanha ao fortalecer o discurso de confronto com o Supremo e mobilizar o eleitorado bolsonarista.
A campanha de Lula, por outro lado, passou a discutir uma maior distância política em relação a Moraes. A avaliação entre aliados é de que a associação do presidente ao ministro pode provocar desgaste eleitoral em um momento em que Flávio tenta transformar a crise institucional em uma das principais bandeiras de sua campanha.
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O caso também coloca os dois candidatos diante de situações delicadas. Enquanto Flávio é pressionado pelas investigações relacionadas ao filme “Dark Horse” e aos recursos ligados ao Banco Master, Lula tenta evitar que a crise no STF seja apresentada como uma disputa entre o governo e a oposição.
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Com a aproximação do primeiro turno, a tendência é que o embate em torno do Supremo ganhe ainda mais espaço na campanha eleitoral. Flávio aposta em críticas diretas à Corte, enquanto Lula busca se apresentar como uma figura institucional capaz de administrar a crise sem aprofundar o conflito entre os Poderes.