Antes, o número autodeclarado era de 14 puns por dia, mas pesquisadores descobriram uma média maior
Cientistas finalmente conseguiram medir com precisão a frequência com que uma pessoa solta gases ao longo do dia — e os números surpreenderam. Um estudo publicado na revista Biosensors and Bioelectronics mostrou que a média diária é de 32 emissões, mais que o dobro das estimativas anteriores.
A pesquisa foi conduzida por especialistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, que desenvolveram um dispositivo em miniatura acoplado a uma roupa íntima “inteligente”. O sensor monitora continuamente a liberação de hidrogênio — principal gás associado à atividade bacteriana intestinal — durante 24 horas por dia.
Até então, acreditava-se que a média fosse de cerca de 14 gases diários, mas os dados eram baseados apenas em autodeclaração, o que comprometia a precisão. No novo estudo, 19 voluntários foram monitorados por uma semana.
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Os resultados mostraram grande variação entre os participantes. Enquanto alguns soltavam gases apenas quatro vezes ao dia, outros chegavam a 59 emissões no mesmo período — uma diferença de quase 15 vezes.
Segundo o autor do estudo, Brantley Hall, os pesquisadores sequer tinham uma base confiável sobre o que seria considerado “normal”. “Sem essa referência, era difícil saber quando a produção de gases é realmente excessiva”, explicou.
Para testar a sensibilidade do equipamento, os voluntários consumiram inulina, uma fibra prebiótica. Entre três e quatro horas depois, o sensor registrou aumento na atividade metabólica intestinal com 97,4% de precisão, identificando picos na liberação de gases.
Agora, os pesquisadores pretendem ampliar o projeto com a criação de um “Atlas de Flatulência Humana”, reunindo dados de centenas de pessoas nos Estados Unidos. A ideia é classificar três perfis principais: os “digestores zen”, que consomem muita fibra e quase não produzem gases; os “hiperprodutores de hidrogênio”, com alta frequência diária; e os perfis considerados medianos.
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De acordo com Hall, o atlas poderá estabelecer parâmetros objetivos sobre a fermentação da microbiota intestinal, ajudando a avaliar os efeitos de dietas, probióticos e prebióticos na saúde digestiva.