Na Rota Amazônica, tráfico internacional de drogas troca portos vigiados por saída pelo Amapá
O Comando Vermelho (CV) passou a recrutar mergulhadores especializados do Rio de Janeiro e de São Paulo para atuar em uma rota de tráfico internacional que utiliza a Amazônia como ponto de saída de cocaína com destino à Europa. A estratégia foi identificada em investigações da Polícia Federal sobre a expansão da organização no Norte do país.
Os mergulhadores são escolhidos por terem experiência e preparo para realizar operações subaquáticas. Segundo as investigações, eles são deslocados de outros estados para atuar na região amazônica, onde a droga é preparada para ser transportada em embarcações que seguem para rotas internacionais.
A atuação desse tipo de profissional está relacionada a uma modalidade conhecida como tráfico subaquático, na qual drogas são escondidas ou acopladas à estrutura de embarcações. A PF já identificou operações em que mergulhadores foram utilizados para colocar cocaína em cascos de navios antes que as cargas seguissem para outros países.
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A utilização da Amazônia amplia as possibilidades de saída da cocaína produzida ou transportada pela América do Sul. A região possui uma extensa rede de rios e áreas de difícil fiscalização, além de conexões com países vizinhos, o que dificulta o trabalho das autoridades de segurança.
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Foto: Editoria de Arte
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As investigações apontam que o CV vem ampliando sua presença na região e diversificando os métodos utilizados para levar drogas ao exterior. A Polícia Federal mantém operações para identificar integrantes da organização e interromper as rotas utilizadas no tráfico internacional.