A defesa de Daniel Vorcaro pediu nesta sexta-feira (18) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva do ex-banqueiro, investigado no caso envolvendo o antigo Banco Master e a Operação Compliance Zero. Os advogados também pedem, como alternativa, a substituição da prisão por medidas cautelares.
Na petição, a defesa argumenta que o prazo de 90 dias para a revisão da prisão terminou no fim de agosto. Os advogados afirmam que, embora o vencimento desse período não provoque a soltura automática, a Justiça deve reavaliar, de forma fundamentada, a necessidade de manter a custódia.
Outro argumento apresentado é a indefinição sobre a condução dos processos relacionados ao caso Master. Segundo a defesa, após o pedido de vista do ministro Flávio Dino em sessão do plenário do STF na última terça-feira (15), ficou suspensa a discussão sobre a relatoria e a competência para conduzir os procedimentos.
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Os advogados sustentam que a situação não pode impedir a análise da prisão de Vorcaro e afirmam que ele está detido preventivamente há meses sem que tenha sido apresentada denúncia. A defesa também cita medidas já adotadas contra o empresário e afirma que ele tem se colocado à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
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Vorcaro permanece preso em Brasília. O caso envolve investigações sobre suspeitas de fraudes financeiras e corrupção de agentes públicos, acusações que ainda são objeto de apuração. O pedido de liberdade agora será analisado no âmbito do STF.