Taxa de desocupação ficou estável nas demais unidades da federação. Taxa está nas mínimas históricas, mas informalidade ainda atinge mais de um terço dos ocupados
A taxa de desemprego caiu em 13 estados brasileiros no segundo trimestre de 2026 e chegou a 5,4% no país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa o menor índice para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
As maiores quedas ocorreram no Rio Grande do Norte, com recuo de 1,9 ponto percentual, seguido por Paraíba e Acre, ambos com redução de 1,6 ponto. Também houve diminuição significativa no desemprego em estados como Tocantins, Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Goiás, Mato Grosso, Espírito Santo, Maranhão e Santa Catarina.
Santa Catarina apresentou a menor taxa do país, com 2,1%, enquanto o Amapá registrou o maior índice, de 9,8%. Bahia, Pernambuco e Piauí também ficaram entre os estados com os maiores níveis de desocupação. As diferenças refletem fatores como atividade econômica, industrialização e nível de escolaridade da população.
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Apesar da melhora no mercado de trabalho, as diferenças entre os grupos da população permanecem. A taxa de desemprego entre as mulheres ficou em 6,4%, acima dos 4,6% registrados entre os homens. Entre pessoas pretas, o índice foi de 6,9%, enquanto entre pardos ficou em 6,1% e entre brancos, em 4,2%.
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Outro destaque foi a redução do desemprego de longa duração. Cerca de 1,06 milhão de pessoas estavam procurando trabalho havia dois anos ou mais, o menor número da série histórica e uma queda de 15,6% em relação ao mesmo período de 2025. Mesmo com os avanços, os dados mostram que o mercado de trabalho brasileiro segue marcado por diferenças importantes entre estados e grupos da população.