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Dólar sobe a R$ 5,17 e Bolsa registra sétima queda seguida após alerta do JPMorgan
Foto: Divulgação

Mercado brasileiro repercutiu o rebaixamento da recomendação para investimentos no país e acompanhou dados de inflação dos Estados Unidos

O dólar fechou em alta de 0,36%, cotado a R$ 5,17, nesta quarta-feira (12/8). No mercado acionário, o Ibovespa recuou 0,23%, aos 167,4 mil pontos, registrando a sétima sessão consecutiva de queda.

 

O desempenho dos ativos brasileiros ainda refletiu o relatório divulgado pelo JPMorgan na terça-feira (11), que reduziu a recomendação para investimentos no Brasil. A instituição considera que a proximidade das eleições de outubro pode aumentar a volatilidade dos mercados.

 

Segundo Emerson Junior, responsável pela mesa de câmbio da Convexa, o movimento de saída de recursos estrangeiros iniciado na véspera continuou nesta quarta-feira. Para ele, a redução das posições de investidores internacionais no país ocorre de maneira gradual.

 

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Apesar do cenário interno, o comportamento do dólar também acompanhou a tendência internacional. No fim do pregão, o índice DXY, que mede a força da moeda norte-americana diante de seis moedas importantes, avançava 0,20%, aos 100,02 pontos.

 

A Bolsa brasileira, por outro lado, teve desempenho pior do que os principais índices de Wall Street. O S&P 500 subiu 0,21%, enquanto o Nasdaq avançou 0,54%. Já o Dow Jones apresentou leve queda de 0,06%.

 

Os investidores também monitoraram os dados de inflação dos Estados Unidos, divulgados nesta quarta. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou alta de 0,1% em julho, depois de recuar 0,4% em junho.

 

Na comparação em 12 meses, a inflação americana passou de 3,5% para 3,4%, resultado que ficou dentro das expectativas do mercado e reduziu a pressão sobre as apostas para os próximos movimentos dos juros nos Estados Unidos.

 

PETRÓLEO ACOMPANHA CENÁRIO INTERNACIONAL

 

As tensões relacionadas à guerra no Irã continuam entre os fatores observados pelos investidores. Sem mudanças significativas no conflito e diante das dificuldades para um possível acordo entre Washington e Teerã, os preços do petróleo permaneceram próximos da estabilidade.

 

O barril do Brent subiu 0,08%, para US$ 88,98. Já o WTI avançou também 0,08%, para US$ 83,27.

 

No cenário doméstico, o IBGE divulgou os dados do setor de serviços. O segmento ficou estável em junho na comparação com maio e registrou crescimento de 2% em relação ao mesmo mês de 2025.

 

O resultado veio acima das estimativas de economistas consultados pela Reuters, que projetavam queda de 0,2% na comparação mensal e avanço de 1,4% na comparação anual.

 

Na avaliação de João Vitor Saccardo, da Convexa, a Bolsa brasileira ainda não conseguiu recuperar as perdas registradas na sessão anterior. Segundo ele, os ganhos observados em Wall Street não foram suficientes para mudar o humor dos investidores no mercado doméstico.

 

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No mercado de renda fixa, as taxas dos juros futuros avançaram, especialmente nos vencimentos de médio e longo prazo. Para Rafael Dadoorian, especialista da corretora, os títulos públicos brasileiros permanecem em patamares elevados, apesar de terem apresentado melhora nas taxas no início do mês. 

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