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El Niño aumenta risco de secas, queimadas e perda de biodiversidade na Amazônia
Foto: Reprodução

Fenômeno El Niño reduz chuvas, eleva temperaturas, intensifica queimadas e coloca espécies e ecossistemas amazônicos em risco

O fenômeno El Niño tem provocado impactos que vão além das mudanças no clima e preocupa especialistas pelos efeitos sobre a biodiversidade da Amazônia. A redução das chuvas, o aumento das temperaturas e o prolongamento dos períodos de estiagem favorecem queimadas, reduzem o volume dos rios e colocam em risco diversas espécies da maior floresta tropical do mundo.

 

Além dos prejuízos ambientais, os efeitos também atingem comunidades que dependem diretamente da floresta e dos rios para transporte, alimentação e geração de renda. Especialistas alertam que a repetição de eventos climáticos extremos pode comprometer a capacidade de recuperação dos ecossistemas amazônicos.

 

Segundo pesquisadores, o El Niño reduz a regularidade das chuvas e intensifica o calor na região, provocando estresse hídrico na vegetação e facilitando a propagação de incêndios florestais. O fogo atinge áreas que historicamente não conviviam com queimadas, causando a morte de árvores, alterando a estrutura da floresta e aumentando a emissão de gases de efeito estufa.

 

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Os impactos também afetam os rios amazônicos. A queda do nível da água favorece o surgimento de bancos de areia, dificulta a reprodução de peixes e outras espécies aquáticas e compromete a sobrevivência de animais como quelônios, anfíbios e botos. A fumaça das queimadas ainda piora a qualidade do ar e aumenta os riscos à saúde da população.

 

Especialistas destacam que parte da floresta consegue se recuperar após o retorno das chuvas, mas a combinação entre El Niño, desmatamento e queimadas pode provocar mudanças permanentes na composição da Amazônia e reduzir sua capacidade de armazenar carbono.

 

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Para minimizar os impactos, pesquisadores defendem o fortalecimento do combate ao desmatamento, a prevenção de incêndios, o monitoramento ambiental e a recuperação de áreas degradadas, medidas consideradas fundamentais para preservar a biodiversidade e aumentar a resistência da floresta diante de eventos climáticos extremos. 

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