Tecnologia foi desenvolvida pela Vitestro, empresa de robótica médica da Holanda
A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou o primeiro dispositivo robótico autônomo capaz de realizar coleta de sangue sem a necessidade de intervenção manual de um profissional durante o procedimento.
Chamado Aletta, o equipamento foi desenvolvido pela empresa holandesa Vitestro e recebeu autorização para uso em adultos, em ambientes ambulatoriais. Apesar da autonomia, a presença e supervisão de um profissional treinado em coleta de sangue continuam sendo obrigatórias.
A tecnologia foi criada para realizar praticamente todas as etapas da coleta. Depois que o paciente posiciona o braço e o procedimento é iniciado, o robô utiliza luz infravermelha e ultrassom Doppler para localizar uma veia adequada e diferenciá-la de uma artéria. Em seguida, o equipamento aplica o torniquete, prepara a pele, insere e descarta a agulha, troca os tubos de coleta e coloca o curativo. Caso não encontre uma veia apropriada, o sistema não inicia a punção.
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ROBÔ PODE SER SUPERVISIONADO POR UM ÚNICO PROFISSIONAL
Uma das características que chamaram atenção na autorização é a possibilidade de um único flebotomista supervisionar até três aparelhos simultaneamente. O profissional continua responsável por iniciar cada sessão, acompanhar o procedimento e intervir caso o sistema identifique algum problema. A proposta é ajudar a reduzir a pressão sobre os serviços de saúde diante da escassez de profissionais especializados em coleta de sangue nos Estados Unidos.
TESTES MOSTRARAM RESULTADOS SEMELHANTES À COLETA MANUAL
A autorização da FDA foi baseada em dados clínicos que apontaram taxas de sucesso na coleta comparáveis ou superiores às obtidas por flebotomistas treinados quando o robô realiza a punção. Em um dos estudos, a primeira tentativa foi bem-sucedida em 94,5% dos casos, enquanto 90% dos participantes avaliaram a dor provocada pelo procedimento como menor ou semelhante à coleta manual. A FDA também informou que os eventos adversos relacionados ao dispositivo foram incomuns e leves.
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TECNOLOGIA AINDA TEM USO RESTRITO
Apesar do avanço, o Aletta não substitui completamente os profissionais de saúde. O equipamento foi autorizado para adultos em ambientes ambulatoriais e precisa permanecer sob supervisão de um profissional treinado. O sistema também possui mecanismos de segurança: se o paciente se movimentar excessivamente, a agulha pode se desprender e a coleta é interrompida. A autorização representa um novo passo no uso de robôs para procedimentos médicos, mas a aplicação da tecnologia ainda é limitada pelas condições estabelecidas pela FDA.