O documento estabelece um cronograma de 60 dias para negociações de um acordo definitivo
Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Masoud Pezeshkian, do Irã, teriam assinado um memorando de entendimento (MoU) com o objetivo de encerrar as hostilidades entre os dois países e abrir caminho para um tratado de paz. O acordo preliminar teria sido firmado durante um jantar oferecido pelo presidente da França, Emmanuel Macron, no Palácio de Versalhes, durante a cúpula do G7.
O documento estabelece um cronograma de 60 dias para negociações de um acordo definitivo e teria sido mediado pelo Paquistão, com participação do Catar.
Entre os principais pontos do memorando estão a cessação imediata das hostilidades, incluindo operações militares no Líbano, a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã e o início da retirada do bloqueio naval americano aos portos iranianos.
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O texto também prevê a suspensão de sanções econômicas dos Estados Unidos contra o Irã e a liberação gradual de ativos iranianos congelados, condicionada ao cumprimento dos compromissos assumidos por Teerã. Além disso, menciona um plano internacional de reconstrução econômica estimado em US$ 300 bilhões.
A questão do programa nuclear iraniano foi deixada para uma fase posterior das negociações. O memorando reafirma o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares e prevê supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o enriquecimento de urânio.
Apesar do anúncio, lideranças iranianas demonstraram cautela e mantiveram críticas à postura dos Estados Unidos. Já o governo de Israel teria manifestado preocupação com a previsão de cessação das operações militares no Líbano.
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A comunidade internacional teria recebido o acordo de forma positiva, com países europeus manifestando apoio às negociações e à reabertura do Estreito de Ormuz.