Por Antônio Zacarias - A eventual eleição de Maria Enxofre do Carmo Albuquerque ao Governo do Amazonas representaria um grave retrocesso político, social e humano para o estado e para sua população. Vinculada à extrema direita, sua trajetória pública e seu posicionamento ideológico revelam distanciamento absoluto da realidade do povo amazonense, especialmente dos mais pobres, dos ribeirinhos, dos indígenas e da população da periferia urbana.
Maria Enxofre do Carmo não construiu sua imagem pública a partir do serviço à coletividade, da defesa de políticas sociais ou do compromisso com o interesse público. Ao contrário, sua trajetória está associada a grupos políticos tradicionais, marcados pela concentração de poder, pelo patrimonialismo e pela utilização recorrente do Estado como instrumento de benefícios privados.
O Amazonas, estado historicamente desigual, exige um governo com sensibilidade social, capacidade de diálogo e compromisso com políticas públicas estruturantes em áreas como saúde, educação, transporte, habitação e desenvolvimento regional. Nada disso se encontra no discurso ou na prática política da candidata, que nunca demonstrou vocação para o serviço público nem empatia com as parcelas mais vulneráveis da população.
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Outro ponto preocupante é a ligação direta com uma oligarquia familiar que há décadas ocupa espaços de poder no estado e em Brasília. Esse modelo político, já amplamente rejeitado pela sociedade, é sinônimo de atraso, estagnação e perpetuação das desigualdades.
Além disso, a adesão a uma agenda de extrema direita traz riscos concretos ao Amazonas: desmonte de políticas sociais, hostilidade a servidores públicos, desprezo por pautas ambientais estratégicas e alinhamento automático a interesses externos, em detrimento da soberania regional e nacional.
O Amazonas não precisa de um governo autoritário, elitista e indiferente ao sofrimento do seu povo. Precisa de liderança com espírito público, compromisso social e visão estratégica, qualidades ausentes na trajetória de Maria Enxofre do Carmo.
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Eleger alguém sem história de solidariedade, sem compromisso com o bem comum e vinculada ao que há de mais atrasado na política local significaria condenar o estado a mais um ciclo de exclusão, arrogância e abandono.