Doença viral pode provocar lesões em diferentes partes do corpo, incluindo rosto, mãos, boca e região genital; Ministério da Saúde orienta procurar atendimento diante de sinais suspeitos.
Febre, aumento dos gânglios linfáticos, conhecido popularmente como ínguas, e feridas na pele estão entre os principais sintomas da mpox, doença infecciosa causada pelo vírus MPXV. A infecção pode provocar manifestações em diferentes partes do corpo e exige atenção para evitar a transmissão entre pessoas.
Além das lesões cutâneas, os pacientes podem apresentar dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, calafrios e fraqueza. As erupções costumam surgir entre um e três dias após o início da febre, mas também podem aparecer antes de outros sintomas.
As lesões podem começar como pequenas manchas ou elevações na pele e evoluir para bolhas com líquido claro ou amarelado. Posteriormente, formam crostas que secam e caem. As manifestações podem atingir o rosto, as mãos, os pés, a boca, os órgãos genitais e a região anal, variando em quantidade e intensidade.
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O período de incubação, intervalo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas, geralmente varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. A pessoa infectada pode transmitir a doença desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas e uma nova camada de pele tenha se formado.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. Também pode acontecer pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis. O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também representa uma possibilidade de transmissão.
O diagnóstico é realizado por exames laboratoriais, geralmente por meio de teste molecular com amostras coletadas das lesões. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas com feridas na pele associadas a febre ou ínguas procurem uma unidade de saúde para avaliação. Até receber orientação profissional, é recomendado evitar contato próximo com outras pessoas.
Não existe, até o momento, medicamento específico aprovado para tratar a mpox no Brasil. O atendimento é baseado no alívio dos sintomas, na prevenção de complicações e nos cuidados clínicos necessários. A maioria dos pacientes apresenta evolução leve ou moderada, com recuperação em aproximadamente duas a quatro semanas, mas pessoas imunocomprometidas, crianças, gestantes e idosos podem apresentar maior risco de complicações.
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Entre as medidas de prevenção estão evitar contato direto com pessoas infectadas, não compartilhar objetos pessoais, higienizar as mãos frequentemente e lavar roupas e roupas de cama com água e detergente. A vacinação também é recomendada para grupos prioritários, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e a disponibilidade de doses.