Iván Cepeda, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia lideram disputa. Eleições agendadas para o dia 31 de maio são marcadas pela violência no país, inclusive política
A Colômbia vai às urnas neste domingo (31) para escolher o sucessor do presidente Gustavo Petro em uma eleição cercada por tensão, violência política e disputa acirrada entre candidatos de diferentes correntes ideológicas.
Ao todo, 11 candidatos concorrem à Presidência da República, mas três nomes aparecem como os principais favoritos: o senador e filósofo Iván Cepeda, apoiado pelo governo; o advogado ultraconservador Abelardo de la Espriella, conhecido como o "Bukele colombiano"; e a senadora Paloma Valencia, neta de um ex-presidente e uma das principais lideranças da direita no país.
O pleito acontece em um cenário de insegurança crescente. Um dos pré-candidatos à Presidência foi assassinado após sofrer um atentado no ano passado, enquanto a Colômbia enfrenta uma escalada da violência provocada por grupos armados e organizações criminosas.
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Eleição na Colômbia ocorre sob tensão após atentado e avanço da violência
Favorito nas pesquisas, Iván Cepeda, de 63 anos, tenta manter a esquerda no poder. Integrante do partido governista Pacto Histórico, ele defende a continuidade das políticas implementadas por Gustavo Petro e aposta no diálogo para tentar encerrar os conflitos armados envolvendo guerrilhas.
Cepeda ganhou notoriedade por sua participação nas negociações de paz com as Farc e também por protagonizar uma longa disputa judicial envolvendo o ex-presidente Álvaro Uribe.
Já o segundo colocado nas pesquisas, Abelardo de la Espriella, aposta em um discurso de combate duro ao crime e às guerrilhas. Admirador declarado do presidente norte-americano Donald Trump e do presidente salvadorenho Nayib Bukele, o advogado promete intensificar operações militares e rejeita qualquer possibilidade de negociação com grupos armados.
Conhecido pelo apelido de "El Tigre", o candidato também chama atenção por suas declarações polêmicas e por defender a saída da Colômbia de organismos internacionais como a ONU e a OEA.
A terceira colocada na disputa é Paloma Valencia, senadora do partido Centro Democrático. Neta do ex-presidente Guillermo León Valencia, ela tenta se tornar a primeira mulher eleita presidente da Colômbia.
Paloma defende o fortalecimento das forças de segurança, o uso de inteligência artificial no combate à corrupção e propostas voltadas para a atração de investimentos estrangeiros. Em pautas de costumes, adota posições conservadoras, sendo contrária ao aborto e à adoção de crianças por casais do mesmo sexo.
Apesar de aparecer em terceiro lugar nas pesquisas, a candidata ainda é vista como uma das principais concorrentes na corrida por uma vaga no segundo turno.
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A eleição é acompanhada com atenção dentro e fora da Colômbia, especialmente por ocorrer em um momento de instabilidade política, avanço da violência e disputas sobre qual caminho o país deverá seguir nos próximos anos.