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Plano dos EUA para destruir capacidade de mísseis do Irã enfrenta obstáculos com rápida recuperação de bases subterrâneas
Foto: Reprodução

Análise da CNN com base em imagens de satélite mostra que Teerã reabriu a maior parte dos acessos atingidos por bombardeios

Pouco mais de sete semanas após o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, imagens de satélite revelaram uma recuperação surpreendente da estrutura militar iraniana. Apesar dos intensos bombardeios realizados por forças americanas e israelenses, Teerã já conseguiu reabrir a maioria dos acessos às suas bases subterrâneas de mísseis, consideradas uma das principais armas estratégicas do país.

 

De acordo com uma análise divulgada pela CNN, o Irã recuperou 50 das 69 entradas de túneis atingidas durante os ataques realizados em 18 complexos militares espalhados pelo território iraniano. Além disso, estradas destruídas para impedir o deslocamento de lançadores móveis foram reconstruídas e, em alguns casos, até asfaltadas novamente.

 

Os ataques tinham como objetivo bloquear acessos, destruir lançadores e dificultar o uso do arsenal de mísseis iraniano. No entanto, especialistas afirmam que a velocidade da recuperação mostra que a estratégia de bombardear entradas de túneis pode atrasar operações militares, mas não é suficiente para eliminar permanentemente a capacidade de reação do país.

 

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As bases subterrâneas iranianas começaram a ser construídas há mais de duas décadas e foram projetadas justamente para resistir a ataques externos. Muitas delas ficam escondidas sob centenas de metros de rocha, dificultando qualquer tentativa de destruição completa dos estoques de mísseis.

 

Imagens analisadas após o cessar-fogo mostram escavadeiras, tratores e caminhões trabalhando sem parar na remoção de escombros e na recuperação das áreas atingidas. Em algumas instalações, dezenas de crateras abertas por bombas já foram parcialmente reparadas em poucas semanas.

 

Especialistas acreditam que a maior parte do arsenal armazenado no subsolo permaneceu intacta. Estimativas apontam que o Irã ainda pode possuir cerca de mil mísseis protegidos nessas instalações.

 

Segundo analistas militares, os bombardeios atingiram principalmente acessos externos, enquanto os estoques localizados em profundidade sofreram danos limitados. Isso significa que o país continua mantendo uma capacidade significativa de resposta em caso de novos confrontos.

 

A rápida recuperação também chamou a atenção dos serviços de inteligência americanos. Uma autoridade ouvida pela CNN afirmou que os iranianos conseguiram reconstruir suas capacidades militares em um prazo muito menor do que o previsto inicialmente pelos especialistas.

 

Além da reabertura das bases subterrâneas, relatórios apontam que o Irã já retomou parte da produção de armamentos, incluindo drones e equipamentos utilizados no lançamento de mísseis.

 

Para especialistas, o episódio evidencia uma realidade difícil para qualquer potência militar: destruir estruturas subterrâneas fortificadas exige armamentos sofisticados e extremamente caros, enquanto a reconstrução pode ser realizada com equipamentos muito mais simples, como tratores, caminhões e escavadeiras.

 

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O resultado é que, apesar dos ataques considerados históricos, o Irã demonstra que continua mantendo uma importante capacidade militar e pode voltar a operar grande parte de seu arsenal muito antes do que se imaginava. 

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