O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na madrugada desta sexta-feira (23), autorizações para a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A iniciativa ocorreu após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar documentos semelhantes e aceitar as condições estabelecidas pelo adversário no embate sobre transparência.
Além de autorizar a divulgação de informações pessoais, Flávio voltou a cobrar que Lula torne públicos os gastos realizados com cartões corporativos da Presidência da República desde janeiro de 2023. A exigência faz parte das condições apresentadas pela campanha do senador durante a disputa eleitoral e inclui questionamentos sobre despesas e compromissos oficiais do governo.
O acordo entre as campanhas prevê a abertura de sigilos dos dois candidatos, de familiares indicados nos documentos e de empresas ligadas a eles. Flávio também autorizou a divulgação de informações relacionadas a negócios dos quais participa e de mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Já Lula concordou com pedidos envolvendo familiares, empresas e pessoas ligadas à sua estrutura de governo.
Veja também

Mendonça autoriza Lula e Flávio Bolsonaro a divulgarem seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos
A disputa começou durante o debate presidencial realizado no domingo (18), quando Lula desafiou o adversário a autorizar a divulgação de dados bancários e telefônicos. Nos dias seguintes, os dois lados apresentaram exigências adicionais e passaram a negociar os termos para que a abertura das informações ocorresse simultaneamente.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Apesar das autorizações protocoladas, a divulgação efetiva dos dados ainda dependia dos desdobramentos jurídicos relacionados ao caso. O ministro André Mendonça, do TSE, afirmou que a decisão sobre a quebra dos sigilos cabe aos próprios titulares, e não à Justiça Eleitoral. A campanha de Lula contestou o entendimento, enquanto a equipe de Flávio sustentou que a disputa deve ser tratada como uma iniciativa política entre os candidatos.