Relação com Willer Tomaz envolve viagens, jatinhos particulares e imóvel de luxo usado em reuniões de campanha; caso amplia o desgaste político do senador
A campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República enfrenta novo foco de pressão após a divulgação de informações sobre a proximidade do senador com o advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal em apurações relacionadas a fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A relação entre os dois inclui episódios como uma viagem à África do Sul, deslocamentos em jatinhos particulares e o uso de um apartamento de luxo localizado na Vila Nova Conceição, em São Paulo. O imóvel teria sido cedido ao senador para a realização de reuniões relacionadas à campanha.
O caso foi repercutido no programa apresentado por Ricardo Noblat, que chamou atenção para a situação envolvendo um candidato à Presidência que aparece relacionado a uma pessoa investigada pela PF. O imóvel também passou anteriormente pelas mãos de Fabiano Zettel, apontado como cunhado e operador de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Veja também

Defesa de Daniel Vorcaro pede ao STF revogação da prisão preventiva
PEC do PT propõe mandato de até 10 anos para ministros do STF e paridade de gênero nos tribunais
Segundo as informações apresentadas no programa, o apartamento foi posteriormente vendido a Willer Tomaz com uma diferença negativa de aproximadamente R$ 2 milhões em relação à negociação anterior.
A situação se soma a outros episódios que vêm envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, entre eles questões relacionadas ao Banco Master, uma disputa imobiliária com o jogador Richarlison e as investigações sobre fraudes no INSS.
Diante dos questionamentos, a estratégia adotada pelo senador tem sido tratar os episódios como assuntos já superados e concentrar o discurso nos próximos passos da campanha. A postura busca reduzir a repercussão dos casos e evitar que as denúncias dominem o debate eleitoral.
O cenário, porém, mantém os episódios sob atenção pública, especialmente pela proximidade entre o candidato e pessoas citadas em investigações ou negócios que passaram a ser alvo de questionamentos.