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Flávio Bolsonaro promete manter Bolsa Família e apresenta proposta de transição de dois anos
Foto: Divulgação

Candidato à Presidência pelo PL rebate acusações de que pretende acabar com o programa social e defende que beneficiários continuem recebendo o auxílio ao conseguir emprego formal ou abrir uma empresa

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) usou as redes sociais nesta segunda-feira (19) para negar que pretenda acabar com o Bolsa Família caso seja eleito. Em um vídeo publicado na internet, o parlamentar afirmou que os beneficiários podem ficar tranquilos e defendeu uma proposta que permitiria a continuidade do pagamento do auxílio por até dois anos após a conquista de um emprego formal ou a abertura de um negócio próprio.

 

Na gravação, Flávio atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, a divulgação de informações de que o programa seria encerrado em até dois anos caso o senador chegasse ao Palácio do Planalto.

 

“Ele está dizendo por aí que eu acabaria com o Bolsa Família em até dois anos. É óbvio que isso não vai acontecer. É óbvio que isso é mentira. Você que recebe o Bolsa Família fica tranquilo, o seu benefício está garantido, porque eu vou cuidar de você”, declarou.

 

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O candidato explicou que sua proposta prevê um período de transição para famílias que conseguirem melhorar a renda por meio do trabalho ou do empreendedorismo. Nesse modelo, o beneficiário poderia continuar recebendo o auxílio por até 24 meses, mesmo após conseguir um emprego com carteira assinada ou abrir uma empresa.

 

Flávio também afirmou que, caso a pessoa perca o emprego ou o negócio não tenha sucesso durante esse período, poderia voltar a receber o benefício imediatamente.

 

“O que eu quero com isso? Eu quero que você cresça. E se acontecer alguma coisa nesse meio tempo, você for demitido, por exemplo, ou a sua empresa não der certo, no mesmo dia você está recebendo o Bolsa Família”, afirmou.

 

O senador classificou como fake news as informações que atribuiu à campanha adversária e disse que a divulgação dessas mensagens seria uma tentativa de provocar medo entre os beneficiários.

 

“Estão querendo enganar as pessoas e estão usando essa estratégia de botar medo em você”, declarou. Na sequência, criticou a situação econômica e a segurança pública durante o atual governo.

 

PROPOSTA DE TRANSIÇÃO GEROU REAÇÃO ENTRE ADVERSÁRIOS

 

A manifestação de Flávio ocorreu após declarações de Daniella Marques, integrante da equipe que auxilia o candidato na área econômica. Em entrevista à CBN Bahia, ela afirmou que a proposta para o Bolsa Família em um eventual governo do senador incluiria uma regra de transição de dois anos.

 

Conforme explicado por Daniella, os beneficiários que conseguissem emprego formal ou abrissem uma empresa poderiam manter o pagamento durante até 24 meses. Depois desse prazo, o auxílio seria encerrado caso permanecessem nessa condição.

 

Se a pessoa fosse demitida ou o empreendimento não prosperasse durante o período de transição, poderia retornar ao programa, segundo a proposta apresentada pela equipe.

 

“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada”, afirmou Daniella.

 

A declaração passou a ser explorada por aliados de Lula, que interpretaram a proposta como uma intenção de encerrar o programa social após dois anos. Flávio reagiu às críticas e afirmou que a campanha adversária estaria tentando criar insegurança entre as famílias que recebem o benefício.

 

Até o momento, as declarações apresentadas pela equipe de Flávio descrevem uma proposta de transição, e não o encerramento imediato do Bolsa Família. A eventual implementação dependeria dos detalhes de um plano de governo e das regras que fossem formalmente estabelecidas.

 

GOVERNO ANTECIPA PAGAMENTOS DO BOLSA FAMÍLIA EM OUTUBRO

 

Enquanto o debate sobre o futuro do programa ganha espaço na campanha eleitoral, os pagamentos referentes a outubro começaram a ser depositados nesta segunda-feira (19). O calendário foi antecipado, e os repasses previstos para terminar no dia 30 foram concentrados até quarta-feira (21), antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).

 

Segundo o governo federal, a antecipação é uma medida preventiva para reduzir os impactos do super El Niño sobre as famílias em situação de vulnerabilidade. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a medida também deverá valer para os pagamentos de novembro e dezembro.

 

Neste mês, o benefício conta com os valores reajustados anunciados pelo governo. O pagamento mínimo informado é de R$ 691, enquanto o valor médio estimado passa de R$ 675 para R$ 777.

 

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A antecipação do calendário e os valores dos repasses ocorrem em meio à disputa eleitoral, na qual o Bolsa Família voltou a ocupar espaço no debate entre os candidatos sobre políticas sociais, renda e combate à pobreza. 

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