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Ginecologista de 81 anos é indiciado por abuso durante consulta após alegar ''orientação sexual''
Foto: Reprodução

O médico teria tocado uma paciente de 24 anos durante uma consulta realizada em fevereiro deste ano

Um médico ginecologista de 81 anos foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná após ser acusado de abusar de uma paciente de 24 anos durante uma consulta realizada em fevereiro deste ano, na cidade de Irati. O caso é investigado como violação sexual mediante fraude, crime previsto no Código Penal.

 

De acordo com o relato da vítima, o profissional teria realizado toques íntimos sem justificativa médica, alegando que se tratava de uma suposta “orientação sexual”. A prática, segundo especialistas ouvidos pela investigação, não possui qualquer respaldo científico nem faz parte de protocolos médicos reconhecidos.


A jovem contou que só procurou a polícia cerca de uma semana após o ocorrido, devido ao forte abalo emocional provocado pela situação. Ela relatou sintomas como insônia, desespero e insegurança, e afirmou que decidiu denunciar após confirmar com outros profissionais de saúde que o procedimento adotado pelo médico era inadequado.

 

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Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a conduta do médico durante o atendimento. Segundo a apuração, ele chegou a interromper o exame para atender uma ligação pessoal, deixando a paciente em vulnerável na mesa ginecológica. Além disso, não houve registro adequado da consulta no prontuário, nem solicitação de exames ou anamnese, o que reforçou as suspeitas de irregularidade.


A Polícia Civil ouviu testemunhas e profissionais da área da saúde, além de realizar escuta especializada do filho da vítima, de apenas 5 anos, que presenciou parte do atendimento. Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial decidiu pelo indiciamento do médico e solicitou medidas cautelares, como o afastamento de suas atividades e a suspensão do exercício profissional.

 

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As investigações continuam, e o caso levanta alerta sobre a importância da ética na prática médica e da denúncia de condutas abusivas, especialmente em atendimentos que envolvem situações de vulnerabilidade e confiança entre paciente e profissional.
 

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