Prorrogação do subsídio busca conter a alta dos combustíveis e reduzir os impactos da inflação sobre o bolso dos consumidores.
O governo federal estima desembolsar até R$ 1,3 bilhão por mês com a prorrogação do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. A medida foi estendida por mais 30 dias, a partir de 26 de julho, com o objetivo de evitar um aumento no preço do combustível diante da valorização do petróleo no mercado internacional.
Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a decisão foi tomada para minimizar os efeitos da alta dos combustíveis sobre a inflação e o custo de vida da população, em um cenário marcado pelas incertezas provocadas pela crise no Oriente Médio.
No caso do diesel, o governo manterá o subsídio de R$ 1,12 por litro, cujo custo mensal deve variar entre R$ 5 bilhões e R$ 5,5 bilhões, conforme as estimativas apresentadas pela equipe econômica.
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Apesar da recente disparada do preço do petróleo, que ultrapassou a marca de US$ 100 por barril, o ministro afirmou que o governo não pretende retomar o antigo subsídio adicional de R$ 0,35 por litro de diesel, encerrado no mês passado.
De acordo com Moretti, a avaliação é de que os preços praticados no mercado interno permanecem equilibrados e que, neste momento, não há necessidade de ampliar os incentivos fiscais ao combustível.
O ministro ressaltou ainda que os subsídios têm caráter temporário e serão reavaliados constantemente. A intenção do governo é retirar as medidas assim que houver condições para isso, reduzindo o impacto sobre as contas públicas sem comprometer a estabilidade dos preços nas bombas.
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As informações foram apresentadas durante a divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que acompanha a execução do orçamento federal e orienta as decisões fiscais do governo.