Painel da B3, a Bolsa de São Paulo
A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou um verdadeiro terremoto na economia global em março, com reflexos diretos no Brasil. O conflito, que escalou após ataques e o bloqueio do Estreito de Ormuz, fez o preço do petróleo disparar acima dos 100 dólares e gerou tensão nos mercados do mundo inteiro.
Mesmo com o cenário explosivo, o Brasil acabou surpreendendo e resistiu melhor do que outros países emergentes. Como grande exportador de petróleo, o país se beneficiou da alta da commodity, o que ajudou a segurar o dólar e evitar uma disparada mais forte da moeda americana frente ao real.
Enquanto moedas de outros países sofreram quedas expressivas, o dólar no Brasil teve alta moderada e fechou março com valorização pequena. Esse movimento foi impulsionado também pela taxa de juros elevada, a chamada Taxa Selic, que atrai investidores estrangeiros em busca de ganhos mais altos.
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Por outro lado, o impacto da guerra foi sentido com força nos juros futuros, já que o aumento do petróleo pressiona a inflação global. Com combustíveis mais caros, toda a cadeia de produção acaba afetada, elevando preços e dificultando planos de queda de juros tanto no Brasil quanto em outras economias.
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Na bolsa, o cenário foi de tensão, mas ainda assim positivo no acumulado do ano. O Ibovespa oscilou ao longo do mês, porém segue em alta em 2026, impulsionado principalmente por gigantes como Petrobras e Vale, que surfaram na valorização das commodities em meio ao caos internacional.