Vítima tinha 18 anos quando foi dopada, violentada e espancada; laudos apontaram danos neurológicos, motores e cognitivos após o crime
Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão por estuprar e agredir Maria Daniela Ferreira Alves, em Coité do Nóia, no Agreste de Alagoas. A sentença foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) nesta segunda-feira (31/8).
O crime aconteceu em 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização escolar. Na época, Daniela tinha 18 anos. Segundo as investigações, Victor levou a jovem para uma chácara da família, localizada no povoado Poção, na zona rural do município.
Horas depois, ele levou Daniela para uma unidade de saúde. A jovem chegou desorientada, com traumatismo craniano grave e marcas de sangue no vestido e na região genital. Devido à gravidade dos ferimentos, ela precisou ser transferida para uma UTI, onde permaneceu em coma durante cinco dias. Ao todo, ficou 19 dias internada.
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Em depoimento à polícia, Daniela afirmou que sua última lembrança antes de perder a consciência foi dizer a Victor que não queria manter relações sexuais.
LAUDOS APONTARAM USO DE SUBSTÂNCIAS
Durante a investigação, um exame toxicológico encontrou diferentes substâncias químicas no sangue da vítima. Entre elas estavam diazepam, fenitoína, haloperidol, nordiazepam e prometazina
.
Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), uma das substâncias identificadas é conhecida por aparecer em casos de crimes sexuais. Um exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) também apontou que o estupro ocorreu mediante uso de força física.
Os exames indicaram ainda alterações cognitivas que não estavam presentes antes do crime.
JOVEM FICOU COM SEQUELAS
Um relatório médico da Secretaria Municipal de Saúde de Craíbas apontou que Daniela passou a apresentar sequelas neurológicas, motoras e cognitivas após o episódio. Ela também desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade, síndrome do pânico e depressão.
De acordo com familiares, a jovem passou a precisar de auxílio para realizar atividades básicas do cotidiano, como tomar banho e segurar um copo de água.

Foto: Reprodução
CONDENADO ESTAVA FORAGIDO
Victor Bruno foi preso em julho de 2026, aproximadamente sete meses depois do crime. Até então, ele era considerado foragido. O homem se apresentou à Polícia Civil em Taquarana, também no Agreste alagoano.
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A defesa de Victor Bruno não foi localizada para comentar a condenação. O espaço permanece aberto para manifestação.