Situação de emergência foi reconhecida em 36 dos 62 municípios do estado. Investigações apontam incêndios criminosos, enquanto a fumaça afeta a saúde da população e provoca a suspensão de atividades
Os incêndios florestais colocaram 36 dos 62 municípios do Amazonas em situação de emergência, afetando mais da metade das cidades do estado. O avanço das chamas e a fumaça intensa comprometeram a qualidade do ar, provocaram a suspensão de aulas e interromperam atividades presenciais e ao ar livre em diferentes regiões.
Em Manaus, a situação levou à manutenção da suspensão das aulas da rede municipal nesta terça-feira (13). Escolas estaduais da capital também tiveram atividades suspensas, assim como unidades de ensino em Autazes e no distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba. O Instituto Federal do Amazonas também suspendeu atividades presenciais no Campus Manaus Centro.
A fumaça elevou os riscos à saúde, principalmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios. As autoridades orientam a população a reduzir a exposição ao ar poluído, evitar exercícios ao ar livre, manter os ambientes protegidos da fumaça e procurar atendimento médico em caso de sintomas intensos.
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O número de focos de incêndio também aumentou significativamente. Nos dez primeiros dias de outubro, o Amazonas registrou 1.380 focos, alta de 271% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 372 registros. Entre as cidades com maior quantidade de focos estão Lábrea, Boca do Acre, Autazes e Itacoatiara.
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Diante da gravidade do cenário, equipes estaduais e federais reforçaram as operações de combate às queimadas, com brigadistas e aeronaves mobilizados para conter o fogo. Investigações também apuram possíveis incêndios criminosos, incluindo ocorrências na zona rural de Itacoatiara. O reconhecimento federal da situação de emergência permite que os municípios afetados solicitem recursos para enfrentar os danos provocados pelos incêndios.